Deutsche Welle, 30.3.2017
Korruptionsskandal
Ex-Parlamentspräsident in Brasilien verurteilt
Ein Gericht in der südbrasilianischen Stadt Curitiba hat den ehemaligen Parlamentspräsidenten Eduardo Cunha zu 15 Jahren und vier Monaten Haft verurteilt. Cunha soll bei illegalen Geschäften rund um den halbstaatlichen Energieriesen Petrobras rund 1,5 Millionen Dollar Schmiergelder kassiert haben. Mehrere Konten mit Millionenbeträgen wurden in der Schweiz entdeckt. Gegen Cunha stehen noch zwei weitere Prozesse an. Er war im Oktober verhaftet worden, nachdem der Kongress ihm sein Mandat entzogen hatte. Nur deshalb konnte er nun von einem Gericht der ersten Instanz verurteilt werden.
Der Standard, 30. März 2017
15 Jahre Haft für Ex-Parlamentspräsidenten Brasiliens
In dem weitverzweigten Korruptionsskandal in Brasilien ist der frühere Präsident des Abgeordnetenhauses, Eduardo Cunha, zu 15 Jahren Gefängnis verurteilt worden. Anti-Korruptionsrichter Sergio Moro verkündete die Entscheidung am Donnerstag in Curitiba.
Agência Brasil, 30.3.2017
Moro condena Cunha a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem e evasão de divisa
O Globo, 30.3.2017
Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de reclusão por três crimes na Lava Jato
Freitag, 31. März 2017
15 Jahre Haft für Brasiliens Ex-Parlamentspräsident Cunha
Sonntag, 12. März 2017
Temer eröffnet Ostkanal der Umleitung des São Francisco unter Protest
Am 10. März eröffnete Präsident Michel Temer offiziell den Ostkanal der Umleitung des São Francisco Flusses in Sertânia (Pernambuco) und Monteiro (Paraíba). Die Schleusen beim Damm in Sertânia (PE) waren schon zuvor geöffnet worden und das Wasser floss einen Kanal entlang bis nach Monteiro, wo es in den Paraíba-Fluss mündet. Viele Schaulustige verfolgten den Lauf des Wassers entlang der Dämme oder auf Brücken - hatten sie doch sehr lange auf diesen Moment gewartet. Am 8. März um 18:20 Uhr - früher als erwartet - überquerte das Wasser des Rio São Francisco die Grenze von Pernambuco nach Paraíba. Um 2:45 Uhr erreichte das Wasser Monteiro (PB).
Kurz zuvor war der Damm von Sertânia (PE) beim Überlauf gebrochen und konnte erst eine Woche vor der Eröffnungszeremonie repariert werden.
Bei der Eröffnung kam es in Monteiro zu Protesten der Bevölkerung, die "Fora Temer!" (Temer, verschwinde!") riefen.
G1 O Globo, 10.3.2017 Ver vídeo
Temer inaugura nesta sexta no Nordeste eixo leste da transposição do São Francisco
Como parte das cerimônias do projeto, o presidente viajará para Sertânia (PE) e Monteiro (PB). Mais cedo, ele irá a Campina Grande (PB) assinar ordem de serviço para obras na BR-230.
Planalto, 10.3.2017
Temer ressalta esforço do governo para acelerar obra do São Francisco
Em mensagem às redes sociais, presidente celebrou inauguração de trecho que começa a levar água da transposição à Paraíba
UOL notícias, 10.3.2017
Temer responde a protestos na Paraíba e diz que torce por "enchentezinha"
Alvo de protestos durante a cerimônia de inauguração de obras de transposição do Rio São Francisco em Monteiro (PB), o presidente Michel Temer, no início do seu discurso, mandou um recado aos manifestantes. "Eles são a revelação mais clara da democracia que nós estamos vivendo", defendeu-se. Em seguida, Temer ironizou: "Temos que aplaudir a eles. Como estão no sol, certa e seguramente, eles vão se banhar com as águas do Rio São Francisco".
Do lado de fora da cerimônia, houve protestos contra o presidente, com manifestantes gritando "Fora, Temer". No evento, o volume do som foi aumentado e abafou o som das manifestações. "Se de um lado nós trazemos uma grande obra aqui para a Paraíba, de outro lado, se faz o protesto, democracia é assim", disse Temer. Em outro momento do seu discurso, quando comentava os benefícios da obra, Temer chegou a afirmar que esperava ver uma "enchentezinha" no Estado.
Vermelho, 14 de março de 2017
Lula, Dilma e Ciro vão reinaugurar obra do São Francisco neste domingo
O trecho leste da transposição do Rio São Francisco será, de fato, inaugurado pelos ex-presidentes Lula e Dilma, que vão ao município de Monteiro (Paraíba), no próximo domingo (19). Iniciada no governo Lula, a obra tinha mais de 80% concluída até o afastamento da presidenta Dilma, após o golpe contra seu mandato em abril do ano passado. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que foi ministro da Integração Nacional quando se iniciou a obra. também deve participar.
Freitag, 24. Februar 2017
ThyssenKrupp verkauft Werk in Brasilien
Welt, 22.2.2017
Das Ende eines milliardenschweren Stahl-Abenteuers
Der Bau zweier Stahlwerke in Übersee hätte Thyssenkrupp fast ruiniert. Nun verkauft der Konzern auch die letzte verbliebene Anlage. Die Aufarbeitung des Desasters wird trotzdem noch Jahre dauern.
Deutsche Welle, 22.2.2017
Thyssenkrupp beendet Amerika-Abenteuer
Der Industriekonzern Thyssenkrupp ist sein verlustträchtiges Stahlwerk in Brasilien endlich los. Der argentinische Ternium-Konzern übernimmt die Stahlhütte CSA für 1,5 Milliarden Euro.
Kooperation Brasilien, 28.2.2017
Aus dem Staub gemacht
Thyssenkrupp verkauft skandalbelastetes Stahlwerk in Rio de Janeiro an argentinischen Stahlkocher Ternium. Damit Rio schließt Thyssenkrupp das verlustreiche Abenteuer Steel Americas, aber die Fischer*innen und Anwohner*innen klagen weiter. Diese Prozesse erbt nun der Käufer.
Thyssenkrupp in Brazil
Das Ende eines milliardenschweren Stahl-Abenteuers
Der Bau zweier Stahlwerke in Übersee hätte Thyssenkrupp fast ruiniert. Nun verkauft der Konzern auch die letzte verbliebene Anlage. Die Aufarbeitung des Desasters wird trotzdem noch Jahre dauern.
Deutsche Welle, 22.2.2017
Thyssenkrupp beendet Amerika-Abenteuer
Der Industriekonzern Thyssenkrupp ist sein verlustträchtiges Stahlwerk in Brasilien endlich los. Der argentinische Ternium-Konzern übernimmt die Stahlhütte CSA für 1,5 Milliarden Euro.
Kooperation Brasilien, 28.2.2017
Aus dem Staub gemacht
Thyssenkrupp verkauft skandalbelastetes Stahlwerk in Rio de Janeiro an argentinischen Stahlkocher Ternium. Damit Rio schließt Thyssenkrupp das verlustreiche Abenteuer Steel Americas, aber die Fischer*innen und Anwohner*innen klagen weiter. Diese Prozesse erbt nun der Käufer.
Thyssenkrupp in Brazil
State Grid erhält Umweltlizenz für Stromtrasse Belo Monte
O Estado de S.Paulo 24 Fevereiro 2017
Ibama libera licença ambiental para segunda linha de transmissão de Belo Monte
Projeto de 2.518 quilômetros vai distribuir a energia retirada do Rio Xingu, no Pará, para a região Sudeste do País.
BRASÍLIA - O Ibama liberou nesta quinta-feira, 23, a licença prévia ambiental da segunda linha de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte, projeto de 2.518 quilômetros que vai distribuir a energia retirada do Rio Xingu, no Pará, para a região Sudeste do País.
A licença prévia não autoriza o início das obras, limitando-se apenas a comprovar a viabilidade ambiental do projeto. Para que possa começar efetivamente a construção, a concessionária Xingu Rio Transmissora de Energia (XRTE), que pertence à chinesa State Grid, dona do projeto, precisa cumprir uma série de condicionantes e, a partir daí, obter sua licença de instalação, que também é dada pelo órgão ambiental.
O documento assinado pela presidente do Ibama, Suely Araújo, tem validade de dois anos. Em projetos de transmissão, porém, é comum que as empresas obtenham suas licenças de instalação pouco tempo depois da licença prévia.
A autorização ambiental era aguardada com tensão pela State Grid, conforme revelou reportagem do 'Estado' publicada no dia 11 de janeiro. No mês passado, Cai Hongxian, diretor-presidente da XRTE, enviou uma carta ao ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, para expor sua "profunda preocupação" com o processo de licenciamento da linha. Cai Hongxian disse que a emissão das licenças estava atrasada e pediu "intervenção" do ministro, "de modo a possibilitar que o processo de licenciamento evolua de maneira mais célere".
Em outra carta endereçada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os chineses também pediram a intervenção da agência para agilizar a emissão das licenças, sob o argumento de que devem investir R$ 10 bilhões no projeto e gerar cerca de 15 mil empregos diretos durante dois anos.
Trata-se do maior projeto de linha de transmissão do País, uma malha que vai passar pelos Estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pelo contrato, a linha de transmissão tem que estar em operação em dezembro de 2019, quando Belo Monte deverá ter suas turbinas operando a plena carga.
Apesar das queixas da empresa, o fato é que licenciamento ambiental deste projeto não está atrasado. Dados do Ibama apontam que a XRTE apresentou o estudo de impacto ambiental do projeto em março de 2016, mas naquela mesma data, informou que a linha impactava sete unidades de conservação que não estavam mencionadas no documento. Por isso, o Ibama pediu uma nova versão, que foi apresentada apenas em junho de 2016, sendo aceita no mês seguinte. Por conta disso, o prazo legal para início das obras, que era março deste ano, passou para agosto de 2017.
Além do projeto da XRTE, há outra linha de transmissão em construção para distribuir a energia de Belo Monte para a região Sudeste. O empreendimento de 2,1 mil quilômetros de extensão pertence à Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), concessionária formada pela State Grid e por subsidiárias da Eletrobrás. Essa linha, que já está em construção e tem previsão de entrar em operação em fevereiro do ano que vem, enfrenta atrasos em alguns lotes de obras. Na semana passada, o BNDES aprovou a liberação de R$ 2,56 bilhões em financiamento para a concessionária.
Reuters, 31.1.2017
EXCLUSIVO-Licença prévia para linhão de Belo Monte deve sair em fevereiro, dizem fontes
BRASÍLIA (Reuters) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve conceder na segunda metade de fevereiro a licença ambiental prévia para uma segunda linha de transmissão, a cargo apenas da chinesa State Grid, para escoar a energia da hidrelétrica de Belo Monte, disseram à Reuters duas fontes do governo nesta terça-feira.
A expectativa é de que o Ibama termine a análise por volta do dia 17 de fevereiro e conceda a licença cerca de uma semana depois, segundo as duas fontes, que pediram anonimato por não terem autorização para falar publicamente.
Mittwoch, 22. Februar 2017
Inbetriebnahme des Belo Sun-Projekts ausgesetzt
Die Inbetriebnahme des Projekts "Volta Grande", das den Goldabbau durch "Belo Sun Mineração" unterhalb des Staudamms Belo Monte vorsieht, wurde am 21.2.2017 durch Beschluss des Landgerichts und des Umweltgerichtshofs von Altamira ausgesetzt.
In seiner Entscheidung bestätigt Richter Álvaro José da Silva Souza, dass die Region Teil eines Gebiets ist, das einer Agrarreform unterzogen werden muss. Laut Souza lagen zwischen der ersten Umweltlizenz und der Installationslizenz drei Jahre, während der diese Landprobleme gelöst hätten werden sollen. In der Beurteilung des Richters sei es "völlig unvernünftig und nicht zu rechtfertigen", dass bis jetzt die Familien in den betroffenen Gebieten "mit dem Beginn der Installation des Volta-Grande-Bergbauprojekts noch immer ihrem eigenen Schicksal ausgeliefert sind, ohne zu wissen, wie ihr Schicksal sein wird."
O Estado de S.Paulo, 21 Fevereiro 2017
Justiça suspende licença que autoriza mineração de ouro em Belo Monte
Decisão atendeu liminar da Defensoria Pública do Estado do Pará, que acusou irregularidades no empreendimento e falta de assistência à população local
BRASÍLIA - O início das operações do projeto "Volta Grande", que prevê a mineração de ouro abaixo da barragem de Belo Monte, hidrelétrica que está em construção no Rio Xingu, no Pará, foi suspenso hoje por decisão da Vara Agrária e Juizado Especial Ambiental de Altamira.
A decisão que suspende a licença de instalação do empreendimento foi tomada pelo juiz Álvaro José da Silva Souza, que atendeu ao pedido de liminar apresentado pela Defensoria Pública do Estado do Pará, por conta de irregularidades fundiárias e desassistência à população local.
A ação cautelar, que foi apresentada no dia 31 de janeiro, tem como fundamento a falta de regularidade fundiária na área de instalação do projeto. No processo ajuizado contra a empresa canadense Belo Sun, que é a dona do projeto, e o Estado do Pará, a defensora pública agrária, Andreia Barreto, afirma que existem inúmeras comunidades rurais afetadas diretamente pelo empreendimento. "Há a falta de regularização fundiária, conflitos agrários e proximidades com a extração ilegal de madeira, como é o caso de parcela da Gleba Estadual Bacajaí", declarou Andreia.
Em sua decisão, o juiz Álvaro José da Silva Souza confirma que a região está inserida numa área que deve ser objeto de reforma agrária. Segundo Souza, entre a licença prévia ambiental e a licença de instalação, passaram-se três anos sem que essas questões fundiárias fossem resolvidas. Na avaliação do juiz, é "completamente desarrazoado e injustificável" que até hoje as famílias residentes nas áreas identificadas "ainda estejam à mercê da própria sorte, sem saber qual será efetivamente seu destino, com o início da instalação do projeto minerário Volta Grande".
O juiz chama a atenção para o fato de que a autorização "foi concedida sem a retirada das famílias que há décadas moram na área de abrangência do projeto". Álvaro José da Silva Souza determinou que a empresa Belo Sun deixa de executar qualquer atividade na região enquanto não resolver a questão fundiária da região. A suspensão da licença tem prazo de 180 dias.
Um dia após a ação movida pela DPE, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará liberou a licença de instalação para o projeto, documento que permite à empresa Belo Sun erguer suas estruturas. Com a decisão de hoje, essa autorização está suspensa.
A licença ignorou um parecer da Fundação Nacional do Índio (Funai), que apresentou diversas pendências e irregularidades no processo. Por conta da decisão do governo do Pará, a Funai informou que vai propor uma ação judicial para barrar o projeto de mineração.
Duas semanas atrás, foi a vez de o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) também pedir a suspensão do projeto. O Ministério Público Federal no Pará e a Defensoria Pública da União (DPU), além de organizações como o Instituto Socioambiental (ISA), também têm atuado para tentar rever o licenciamento do projeto.
"A justiça agrária de Altamira confirma mais uma ilegalidade do processo de Belo Sun. A decisão encoraja outros tribunais para declarar a nulidade integral do processo de licenciamento", disse Biviany Rojas, advogada do ISA.
A Belo Sun é controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que investe em projetos de mineração mundo afora. A extração de ouro prevê 12 anos de exploração de uma mina a 12 quilômetros da barragem de Belo Monte. A Belo Sun informou que o investimento total no projeto será de R$ 1,22 bilhão. A produção média do empreendimento prevista é de aproximadamente 150 mil onças de ouro por ano.
Apesar das polêmicas, para o governo do Pará o projeto é sinônimo de arrecadação. São mais de R$ 60 milhões somente em royalties de mineração em 12 anos. Desse total, informou 65% serão destinados ao município. "Em impostos, o empreendimento vai gerar cerca de R$ 130 milhões, em nível federal, estadual e municipal, durante o período de instalação. Uma vez operando, serão R$ 55 milhões ao ano, também para impostos nas três esferas", declarou a Semas.
Questionada, a Belo Sun informou que está "desapontada" e que recorrerá da decisão do juiz da Vara Agrária de Altamira, que suspendeu temporariamente a licença de instalação até que seja feita a desafetação da área do empreendimento pelo Incra ou até que se dê a realocação das famílias da área do empreendimento.
"A Belo Sun Mineração está desapontada com a decisão judicial, mas entende que questionamentos são esperados e fazem parte do curso normal da instalação de empreendimentos importantes", declarou a empresa.
No curso do licenciamento ambiental, informou a companhia canadense, foi preparado um "Programa de Realocação, Negociação e Inclusão Social, que beneficiará as Vilas Ressaca e Galo, tendo em vista que ambas fazem parte da Área Diretamente Afetada (ADA) do seu empreendimento".
A companhia sustenta que, de acordo com as melhores práticas relacionadas às realocações, as famílias dessas áreas foram cadastradas em duas campanhas censitárias, em 2012, durante a fase de Licença Prévia (LP), com o acompanhamento de representante da prefeitura de Senador José Porfírio (PA) e comissão de moradores.
"O processo de realocação se dará com a participação e consulta dos beneficiados. Ainda em 2017, a empresa atualizará o cadastro socioeconômico e discutirá o planejamento da realocação com os moradores. A empresa tomará as medidas legais cabíveis para reverter a decisão e se mantém aberta ao diálogo com todas as autoridades competentes."
Youtube-Video do Vale do Xingu, 8.2.2007
REUNIAO BELO SUN SOUZEL
OFICINAS PARTICIPATIVAS FEITAS COM AS COMUNIDADES ATINGIDAS PELO EMPREENDIMENTO DE MINERAÇÃO NA REGIÃO DO XINGU PROPÕEM TIRAR DÚVIDAS E PROPOR INICIATIVAS QUE AMENIZEM OS IMPACTOS NESTAS LOCALIDADES.
Samstag, 18. Februar 2017
Oderrecht-Skandal greift auf immer mehr Länder über
Tagesspiegel, 16.2.2017
Der Internationale der Korruption
Nach dem Petrobras-Skandal greift der Odebrecht-Skandal in Brasilien um sich und greift auf immer mehr Länder über. Präsidenten und Regierungschefs stehen im Verdacht.
Die Ausmaße des Skandals sind enorm. Was allein schon daran abzusehen ist, dass in dieser Woche Ermittler aus gleich 15 Staaten Lateinamerikas in Brasilia zusammenkommen. Sie wollen gemeinsam eine Strategie vereinbaren, um die Schmiergeldzahlungen zu untersuchen, die der brasilianische Bauriese Odebrecht über Jahre hinweg an Regierungen sowie Hunderte Funktionäre und Politiker in Lateinamerika gezahlt hat. Odebrecht ist einer der größten Baukonzerne der Welt mit Aktivitäten in 26 Ländern – darunter auch in Deutschland – und rund 130 000 Mitarbeitern.
Das Treffen der Ermittler in Brasilia ist nun das größte, das jemals zur Aufklärung eines internationalen Korruptionsvorgangs stattgefunden hat. Zu den nun betroffenen Ländern gehören unter anderen Argentinien, Venezuela, Peru, die Dominikanische Republik, Panama, Ecuador, Kolumbien und Mexiko. Auch die afrikanischen Staaten Angola und Mosambik stehen auf der Liste.
Odebrecht soll nach bisherigen Ermittlungen rund eine Milliarde Dollar für die Schmiergeldzahlungen aufgewendet haben, es geht um etwa etwa 100 Bauprojekte. Ziel der Zahlungen war es, an die lukrativen Aufträge zu gelangen. Es wird davon ausgegangen, dass die Schmiergelder zwischen 2001 und 2014 flossen.
Brasilianische Ermittler wurden auf das Korruptionsschema aufmerksam, als sie im Zuge der Untersuchungen rund um den brasilianischen Ölgiganten Petrobras auf Odebrecht stießen. Beide Skandale fußen auf dem Investitionsboom im Infrastruktur- und Energiebereich, den Brasilien unter der Arbeiterpartei erlebte. Wie selbstverständlich die Zahlung der Schmiergelder gewesen sein muss, wird daran ersichtlich, dass Odebrecht eine eigene Abteilung zur Abwicklung der schmutzigen Geschäfte unterhielt. Der Fall erinnert damit an den Korruptionsskandal des deutschen Technologiekonzerns Siemens, der 2006 ans Licht kam. Wie Odebrecht führte Siemens extra Konten für Bestechungszahlungen.
In Peru stehen gleich drei ehemalige Präsidenten unter Verdacht. Einer von ihnen, Alejandro Toledo ist flüchtig, er soll 20 Millionen Dollar eingesteckt haben und wird von Interpol gesucht.
Bereits im Dezember haben Odebrecht und seine Petrochemie-Tochter Braskem ein Abkommen mit der US-Justiz geschlossen, Braskem ist an der Wallstreet notiert. Die Unternehmen stimmten zu, 3,5 Milliarden Dollar Strafe für ihre illegalen Machenschaften zu zahlen. Es war die größte Strafsumme, die jemals in einem internationalen Korruptionsfall fällig wurde.
Auch in Brasilien gibt sich die Odebrecht-Spitze kooperationsbereit. Firmenboss Marcelo Odebrecht sitzt seit 2015 im Gefängnis. Er wurde zu 19 Jahren Haft verurteilt. Neben ihm sind 77 weitere Manager des Konzerns inhaftiert. Sie alle haben im Austausch für Straferleichterungen Kronzeugenaussagen gemacht. Die Aussagen könnten ein politisches Erdbeben auslösen. Denn es ist bereits klar, dass zahlreiche Mitglieder der Regierung von Präsident Michel Temer belastet werden. Philipp Lichterbeck
Die Tagespost, 17.2.2017
Sittengemälde von Gier und Korruption
Nahezu alle lateinamerikanischen Regierungen haben sich vom Baukonzern Odebrecht schmieren lassen und dafür lukrative Aufträge vergeben.
Zeit-Online, 16.2.2017
Internationale Kooperation im Odebrecht-Skandal
Die Schmiergeldaffäre um den brasilianischen Baukonzern Odebrecht wird zunehmend zum internationalen Fall. Generalstaatsanwälte aus 15 Ländern beraten sich in Brasilien.
Deutsche Welle, 8.2.2017
Korruptionsvorwürfe gegen Santos
Der Skandal um den Baukonzern Odebrecht in Südamerika zieht immer weitere Kreise. Nun gerät auch Kolumbiens Präsident Santos unter Druck. Er soll von einer dubiosen Millionenhilfe profitiert haben.
Tagesschau, 01.02.2017
Skandal um Odebrecht Der korrupteste Baulöwe Südamerikas
An Odebrecht kommt in Lateinamerika keiner vorbei - er baut WM-Stadien, Flughäfen oder Autobahnen. Doch der Konzern steckt in einem riesigen Korruptionsskandal und könnte auch zahlreiche Politiker mit sich reißen.
Der Internationale der Korruption
Nach dem Petrobras-Skandal greift der Odebrecht-Skandal in Brasilien um sich und greift auf immer mehr Länder über. Präsidenten und Regierungschefs stehen im Verdacht.
Die Ausmaße des Skandals sind enorm. Was allein schon daran abzusehen ist, dass in dieser Woche Ermittler aus gleich 15 Staaten Lateinamerikas in Brasilia zusammenkommen. Sie wollen gemeinsam eine Strategie vereinbaren, um die Schmiergeldzahlungen zu untersuchen, die der brasilianische Bauriese Odebrecht über Jahre hinweg an Regierungen sowie Hunderte Funktionäre und Politiker in Lateinamerika gezahlt hat. Odebrecht ist einer der größten Baukonzerne der Welt mit Aktivitäten in 26 Ländern – darunter auch in Deutschland – und rund 130 000 Mitarbeitern.
Das Treffen der Ermittler in Brasilia ist nun das größte, das jemals zur Aufklärung eines internationalen Korruptionsvorgangs stattgefunden hat. Zu den nun betroffenen Ländern gehören unter anderen Argentinien, Venezuela, Peru, die Dominikanische Republik, Panama, Ecuador, Kolumbien und Mexiko. Auch die afrikanischen Staaten Angola und Mosambik stehen auf der Liste.
Odebrecht soll nach bisherigen Ermittlungen rund eine Milliarde Dollar für die Schmiergeldzahlungen aufgewendet haben, es geht um etwa etwa 100 Bauprojekte. Ziel der Zahlungen war es, an die lukrativen Aufträge zu gelangen. Es wird davon ausgegangen, dass die Schmiergelder zwischen 2001 und 2014 flossen.
Brasilianische Ermittler wurden auf das Korruptionsschema aufmerksam, als sie im Zuge der Untersuchungen rund um den brasilianischen Ölgiganten Petrobras auf Odebrecht stießen. Beide Skandale fußen auf dem Investitionsboom im Infrastruktur- und Energiebereich, den Brasilien unter der Arbeiterpartei erlebte. Wie selbstverständlich die Zahlung der Schmiergelder gewesen sein muss, wird daran ersichtlich, dass Odebrecht eine eigene Abteilung zur Abwicklung der schmutzigen Geschäfte unterhielt. Der Fall erinnert damit an den Korruptionsskandal des deutschen Technologiekonzerns Siemens, der 2006 ans Licht kam. Wie Odebrecht führte Siemens extra Konten für Bestechungszahlungen.
Korruption bei Infrastrukturprojekten
Der Fall Odebrecht erhellt nun erneut, wie stark die Korruption in der globalisierten Welt verankert ist, insbesondere wenn es um lukrative Ausschreibungen wie Infrastrukturprojekte geht. Um die illegalen Zahlungen zu verschleiern, wird das unübersichtliche globale Finanzsystem ausgenutzt. Die Odebrecht-Enthüllungen bringen verschiedene amtierende und ehemalige Regierungen in Lateinamerika in Bedrängnis. Kolumbiens aktueller Präsident Manuel Santos, der gerade erst den Friedensnobelpreis für sein Abkommen mit der linken Farc-Guerilla erhalten hat, soll seinen Wahlkampf 2014 mit Odebrecht-Geldern finanziert haben. Er fordert rasche Aufklärung und will von nichts wissen.In Peru stehen gleich drei ehemalige Präsidenten unter Verdacht. Einer von ihnen, Alejandro Toledo ist flüchtig, er soll 20 Millionen Dollar eingesteckt haben und wird von Interpol gesucht.
Bereits im Dezember haben Odebrecht und seine Petrochemie-Tochter Braskem ein Abkommen mit der US-Justiz geschlossen, Braskem ist an der Wallstreet notiert. Die Unternehmen stimmten zu, 3,5 Milliarden Dollar Strafe für ihre illegalen Machenschaften zu zahlen. Es war die größte Strafsumme, die jemals in einem internationalen Korruptionsfall fällig wurde.
Auch in Brasilien gibt sich die Odebrecht-Spitze kooperationsbereit. Firmenboss Marcelo Odebrecht sitzt seit 2015 im Gefängnis. Er wurde zu 19 Jahren Haft verurteilt. Neben ihm sind 77 weitere Manager des Konzerns inhaftiert. Sie alle haben im Austausch für Straferleichterungen Kronzeugenaussagen gemacht. Die Aussagen könnten ein politisches Erdbeben auslösen. Denn es ist bereits klar, dass zahlreiche Mitglieder der Regierung von Präsident Michel Temer belastet werden. Philipp Lichterbeck
Die Tagespost, 17.2.2017
Sittengemälde von Gier und Korruption
Nahezu alle lateinamerikanischen Regierungen haben sich vom Baukonzern Odebrecht schmieren lassen und dafür lukrative Aufträge vergeben.
Zeit-Online, 16.2.2017
Internationale Kooperation im Odebrecht-Skandal
Die Schmiergeldaffäre um den brasilianischen Baukonzern Odebrecht wird zunehmend zum internationalen Fall. Generalstaatsanwälte aus 15 Ländern beraten sich in Brasilien.
Deutsche Welle, 8.2.2017
Korruptionsvorwürfe gegen Santos
Der Skandal um den Baukonzern Odebrecht in Südamerika zieht immer weitere Kreise. Nun gerät auch Kolumbiens Präsident Santos unter Druck. Er soll von einer dubiosen Millionenhilfe profitiert haben.
Tagesschau, 01.02.2017
Skandal um Odebrecht Der korrupteste Baulöwe Südamerikas
An Odebrecht kommt in Lateinamerika keiner vorbei - er baut WM-Stadien, Flughäfen oder Autobahnen. Doch der Konzern steckt in einem riesigen Korruptionsskandal und könnte auch zahlreiche Politiker mit sich reißen.
Abonnieren
Posts (Atom)






