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Montag, 15. Januar 2018

Landreform-Aktivist in Anapu erschossen

Der Menschenrechtsverteidiger Valdemir Resplandes, bekannt als "Muleta", wurde am 9. Jänner in Anapu-PA erschossen. Er war einer der Anführer im Kampf für die Agrarreform in der Region.
Valdemir war auf dem Motorrad unterwegs, als er von zwei Männern auf dem Morro do Macaco angehalten wurde. Einer der Kriminellen positionierte sich hinter dem Opfer und schoss in seinen Rücken. Gemäß Zeugen sind die Männer zu Fuß geflohen.
Bereits 2016 hatte Valdemir beklagt, dass er ständig bedroht und verfolgt wird. Wenn er Anzeige erstattete, wurde er von den Behörden nicht unterstützt.

Globo-G1, 15/01/2018
Defensor de direitos humanos e liderança na luta por reforma agrária é morto em Anapu, no PA
O crime aconteceu na mesma cidade em que a missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada em 2005.

Portal Amazônia, 11.1.2018
PA: Defensor de direitos humanos é assassinado em Anapu
Valdemir Resplandes foi executado, ele era uma das lideranças na luta por reforma agrária em Anapu

Donnerstag, 30. November 2017

Siedlungsprojekt von Dorothy Stang von Invasoren bedroht

Zwölf Jahre nach der Ermordung von Dorothy Stand stehen Landkonflikte die Region um Anapu an der Tagesordnung. Die amerikanische Schwester wurde 2005 erschossen, weil sie ein nachhaltiges Bewirtschaftungsprogramm (Projeto de Desenvolvimento Sustentável - PDS) für die Region erreichte, an dem sich anfangs ca. 120 Familien von Kleinbauern beteiligten. Der Bund stellt dafür Ländereien zur Verfügung, die invadiert und von Großgrundbesitzern illegal beansprucht, aber nicht richtig bewirtschaftet worden waren. Diese wollen aber weiterhin an den Gebieten festhalten und schicken von Zeit zu Zeit angeheuerte Gruppen hin, die die dort wohnenden Kleinbauern einschüchtern und bedrohen.
Seit 2014 begleitet Ing. Roberto Porro von der Brasilianischen Agrarforschungsgesellschaft (Embrapa) das nachhaltige Siedlungsprojekt (PDS) "Virola Jatobá". Er erstattete nun Anzeige, dass am 15. November 2017 etwa 200 Männer in das PDS eingedrungen seien und Grundstücke von 100 und 200 ha parzelliert hätten.

Er belegte es mit Fotos von abgebrannten Flächen, Stößen von Baumstämmen, Stapeln von Zaunsäulen sowie von Auspflockungen der Flächen von insgesamt ca. 35.000 ha Urwald. Die Männer würden sagen, dass sich jeder hier niederlassen könne, der es will. In Wirklichkeit muss man sich dem Projekt mittels Vertrag anschließen sowie nachhaltig wirtschaften und nicht nur Raubbau und Extraktivismus betreiben.
Porro kritisiert in diesem Zusammenhang die Säumigkeit des Nationalen Ansiedlungsinstitutes (INCRA), das das Projekt in keiner Weise unterstützt. Dadurch fühlen sich die Invasoren im Recht und die eigentlichen Siedler bekommen Angst zu spüren.



Amazônia Real, 22/11/2017
Grileiros e madeireiros invadem PDS Virola-Jatobá, criado por Dorothy Stang no Pará
Belém (Pará) – O município de Anapu, no oeste do estado do Pará, ficou marcado pelo brutal assassinato da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, em fevereiro de 2005. Mas apesar da repercussão internacional do crime, a grilagem de terras, o desmatamento ilegal e as ameaças de morte contra as famílias de trabalhadores rurais continuam recorrentes. No último dia 15 de novembro, o assentamento agrário do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola-Jatobá, legado da missionária, foi invadido por cerca de 200 homens, entre grileiros e madeireiros ilegais. Armados, eles demarcaram lotes de terra medindo de 100 a 200 hectares, e estão oferecendo a posseiros.
A informação da invasão ao assentamento é da Associação Virola-Jatobá do PDS Anapu e da Cooperativa de Produtores Agrícolas Orgânicos e Florestais do PDS Virola-Jatobá. Segundo as organizações, um pedido de segurança e solicitação de providências para retirada dos invasores da área foram enviados ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e à Polícia Federal no Pará, mas não obtiveram respostas até o momento.

Congesso em foco, 28.11.2017
Assentados vivem conflito semelhante ao que matou Dorothy Stang na mesma região de Anapu
Doze anos depois da morte de Dorothy Stang, a região de Anapu, no Pará, continua imersa em conflitos por terra. A missionária norte-americana foi assassinada quando defendia o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança – e o modelo de assentamento de reforma agrária com aproveitamento econômico das riquezas oferecidas pela floresta – que permanece preservada. Hoje, diante da inércia do Incra, gestor dos assentamentos, outro PDS do município, conhecido como Virola-Jatobá, sofre com invasões e ameaças, como denuncia nessa entrevista o engenheiro agrônomo e antropólogo Roberto Porro, pesquisador Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que desde 2014 trabalha com os agricultores desse PDS.
No dia 15 de novembro, segundo Porro, cerca de duzentas pessoas entraram na reserva legal do PDS demarcando lotes para a retirada de madeira e posterior abertura de pastagens. “[Ele vieram] A partir da afirmação de que haveria ali terras a serem distribuídas a quem quisesse se estabelecer por lá”, explica. Ainda de acordo com ele, as famílias que vivem legalmente no local estão sob ameaça e enfrentando dificuldades para desenvolver as práticas de manejo florestal comunitário que mantêm desde 2006. “É uma situação de completo terror”, diz Porro.

Jornal Liberal, 12/12/2017 (Video-Bericht)
Pesquisadores denunciam que grileiros voltaram a invadir assentamento em Anapu
Assentamento fica onde atuava a missionário Dorothy Stang

BBC-Brasil, 19.12.2017
Invasão ameaça 39 mil hectares de reserva florestal criada pela freira Dorothy Stang na Amazônia

Samstag, 20. Februar 2010

Invasoren wollen Lote 45 in Anapu wieder einnehmen

Fünf Jahre nach der Ermordung von Dorothy Stang klagte Rudolf Hackbart, Präsident von INCRA, über den "konstanten Druck", den Invasoren und Landdiebe (Grileiros) sowie Holzhändler ausüben, um den Lote 45 in der Gemeinde Anapu wieder einzunehmen. Schwester Dorothy hatte erreicht, dass diese Parzelle, die sich im Eigentum der Union befunden hatte und von Großgrundbesitzern illegal ausgebeutet worden war, 2004 für 130 Familien von Kleinbauern als PDS-Projekt für nachhaltige und familiäre Landwirtschaft zugesprochen wurde. Dorothy wurde deshalb am 12.2.2005 dort erschossen.

Fonte Agência Brasil 19/03/2010
Incra denuncia pressão de grileiros para retomar lote em Anapu

Cinco anos após o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, denunciou hoje (19) uma “constante pressão” por parte de grileiros e madeireiros para retomar ao local conhecido como Lote 45 no município de Anapu (PA), na região onde ocorreu o crime.

Em entrevista à Agência Brasil, Hackbart lembrou que a área – um do Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) do estado – já conta com produção de alimentos orgânicos e manejo sustentável, além de casas construídas e estradas prontas.

“Nosso grande desafio nesse projeto é a constante pressão dos grileiros por meio da violência para retomar nossas áreas. Estamos com nossas equipes lá, mas dependemos muito do Judiciário do estado para que impeça a retomada [da área] por grandes madeireiros e grileiros”, afirmou. Segundo ele, atrativos como a grande quantidade de madeira e castanha atraem as atenções para o lote. “A gente não tem noção do volume de recursos nessa região”, completou.

De acordo com o presidente do Incra, a maioria dos processos apresentados na Justiça do Pará por pessoas que reivindicam a posse das terras foi indeferida, mas ele reclamou da “lentidão” do Judiciário local. Só para retomada do lote, por exemplo, o tempo de espera foi de mais de um ano.

A estratégia do Incra, diante da pressão de grileiros e madeireiros, é trabalhar em parceria com prefeitos, o estado, a Polícia Federal e o Ministério Público. O órgão pretende contratar mais 50 servidores por meio de concurso para reforçar a fiscalização. Para Hackbart, a grilagem é a grande responsável pela destruição do meio ambiente, pela retirada ilegal de madeira e pela violência em Anapu.

“Com o crescimento econômico de 5,5% para este ano, é preciso que se tenha mais política pública, mais capacitação dos servidores, mais força do Estado para coibir a ilegalidade”, cobrou.