Freitag, 10. Mai 2013
„Wir sind friedlich gekommen und gehen friedlich“
Die etwa 180 Indios von neun Gemeinschaften, die von Wasserkraftwerken am Tele Pires, Tapajós und Xingu betroffen sind, haben am Abend des 09.05.2013 beschlossen, die Baustelle des Kraftwerkes Belo Monte zu verlassen, um einer gerichtlichen Anordnung nachzukommen. Bundesrichterin Selene de Almeida vom Regionalen Bundesgericht (TRF-1) in Brasília verfügte den Abzug innerhalb von 24 Stunden.
„Wir sind friedlich gekommen und haben beschlossen, friedlich zu gehen. Damit zeigen wir, dass wir keine Banditen sind und die Entscheidung des Gerichts respektieren. Diese unsere Haltung soll zeigen, dass wir offen für den Dialog sind“, sagte Valdenir Munduruku bei der Pressekonferenz vor den Toren der Baustelle.
Unter strengsten Sicherheitsmaßnahmen wurde der Gerichtsbescheid den Indios vorgelesen und erklärt. Die Medien waren davon ausgeschlossen. Auch Sônia Guajajara, Repräsentantin der Vereinigung der Indios von Amazonien (COIAB), die eigens aus Manaus gekommen war, durfte den Schranken nicht passieren, um die Durchführung der Räumung zu beobachten.
So waren an der Seite der indigenen Vertreter die mehr als hundert Indios, die seit einer Woche die Baustelle besetzt hielten, aus Protest gegen den Bau von Kraftwerken in Amazonien, die im Widerspruch zur ILO-Konvention 169 und Bundesverfassung von der Bundesregierung unter Lula und Dilma ohne vorherige Beratung mit den betroffenen Gemeinschaften in Angriff genommen wurden und werden.
„Wir verlassen die Baustelle nicht, weil es keine Vereinbarung gibt. Wir gehen, weil der Minister seit unserer Ankunft zu keinen Verhandlungen bereit war. Im Gegenteil, „es wurden im Internet viele Lügen über uns verbreitet“, beklagte Cândido Munduruku, Präsident des Verbandes Pusuru. Die Indios unterstrichen, dass sie weiter gegen die Staudämme in Amazonien auftreten werden und vorherige Beratungen fordern.
Valdenir und Cândido äußerten sich empört über die Bundesregierung. „Minister Gilverto Carvalho hat die Nationale Streitkraft und die Bundespolizei gesandt, statt sich dem Gespräch mit den Indios zu stellen. Die Indios wurden umzingelt und gehindert, mit ihren Anwälten und mit Medienvertretern in Kontakt zu treten, sogar der Nachschub an Lebensmitteln wurde unterbunden.
Am 08.05.2013 hat Richterin Selene de Almeida dem Antrag von Reintegration von Besitz statt gegeben, den zehn Anwälte von Norte Energia einbrachten. Die Bundesstaatsanwaltschaft von Pará legte Berufung ein. Almeida hat die Reintegration beibehalten, mit einer Frist von 24 Stunden für den Abzug, da sich die indigene Bewegung bislang friedlich verhalten habe.
Militarisierung und gefährliche Personalverflechtungen
An die 100 Polizisten der Nationalen Streitkräfte waren an der von den Indios besetzten Baustelle. Am 09.05. war Bundesstaatsanwältin Thais Santi vor Ort, um die Reintegration zu verfolgen, und war vom friedvollen und selbstbewussten Auftreten der Indios beeindruckt. "Heute habe ich gut organisierte Indios gesehen, die wirklich gerechte Anliegen vorbrachten. Sie hielten an ihren Forderungen fest, respektierten aber das Urteil. Die Einsatzkräfte waren nicht notwendig", sagte sie. Die Staatsanwaltschaft von Pará legte Berufung gegen das Urteil zur Reintegration ein.
In einer Presseerklärung äußerte sich die Bundesstaatsanwaltschaft von Pará besorgt über die Operation zur Reintegration von Besitz, „da die Leiterin der Bundespolizei in Altamira mit dem Anwalt von Norte Energia, Felipe Callegaro Pereira Fortes, verheiratet ist“. Fortes habe den Antrag zur Reintegration von Besitz verfasst. „Noch schlimmer, was vor dem TRF-1 geschah, der Anwalt zitierte jenen Bericht der Bundespolizei, den seine Gattin unterzeichnet hat“, so die Bundesstaatsanwaltschaft.
Laut Bericht der Leiterin der Bundespolizei in Altamira hätten die Indios rund 3.000 Arbeiter bedroht, was eine Reintegration rechtfertigen würde. Die Medien berichteten Gegenteiliges: Solidarität seitens der Arbeiter mit der indigenen Bewegung.
Globo-TV, 10.5.2013
Índios desocupam canteiro de obras da usina Belo Monte, no Pará
CIMI, 9.5.2013
“Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica”, disse grupo de indígenas ao desocupar canteiro
Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.
O Globo, 09/05/2013
Índios desocupam canteiro de obras da usina Belo Monte, no Pará
Após reunião, cerca de 150 índios saíram do canteiro nesta quinta-feira, 9.
Procuradoria da República e Funai participaram de negociação.
MPF Pará, 9.5.2013
MPF pede ao TRF1 que suspenda reintegração de posse em Belo Monte
Procuradores argumentaram hoje que decisão foi tomada com base em informações desatualizadas e insistem na solução negociada para o protesto indígena
O Globo, 10.5.2013
Após desocupar Belo Monte, índios fazem assembleia
Grupo quer presença do ministro Gilberto Carvalho para negociar
Altamira Hoje, 10.5.2013
Reintegração de posse no sítio Belo Monte ocorre depois de uma semana de ocupação.
Ontem por volta das 11 horas da manhã a movimentação era grande nos portões do sítio Belo Monte à 55 km de Altamira, homens da polícia rodoviária federal, força nacional, delegado da polícia federal de Altamira, Polícia Militar, homens da tropa de choque e representantes da FUNAI estiveram no Canteiro para acompanhar a reintegração de posse, o documento chegou nas mãos do oficial de justiça escoltado por militares, longe dos microfones da imprensa página à página o documento foi lido e esclarecidos aos indígenas, a representante da Confederação de Índios da Amazônica Brasileira não conseguiu acompanhar a reunião e ficou revoltada.
"Eu vim a convite dos índios, eles querem que a gente acompanhe as negociações, a leitura dos documentos, mas aqui na portaria a força nacional não deixou que a gente entrasse, governo do PT me envergonha pela forma ditatorial que nos trataram", disse Sônia Guajajara.
Para a procuradora da república Thais Santi, os índios tinham uma pauta justa e firme.
"Hoje vi índios organizados e com cobranças realmente justas, eles foram firmes em suas petições, a decisão dada mostra que houve consenso e respeito aos povos tradicionais, pois não foi necessário o uso da força", disse Thais Santi.
Folha, 11.5.2013
Índios que cruzaram o Pará para protesto em Belo Monte começam a deixar região
A invasão teve duração de uma semana e, durante esse período, as obras do canteiro Belo Monte ficaram paradas --a empresa responsável pela construção diz que os demais setores mantiveram atividades.
Os mundurucu do Tapajós protestavam contra a construção de hidrelétricas na Amazônia e pediam a regulamentação do dispositivo constitucional que prevê consulta prévia aos índios antes de obras que os afetem.
A pauta incluiu ainda a suspensão de estudos e obras de hidrelétricas em curso na região amazônica e a presença do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral, responsável pela interlocução com movimentos sociais) no local para negociação, o que não ocorreu.
Donnerstag, 9. Mai 2013
Justiz genehmigt Räumung von Belo Monte mit Polizeigewalt
Das Regionale Bundesgericht (TRF1) hat am Mittwoch Abend (8.7.) um 22:40 Uhr die Räumung der Baustelle Belo Monte, die seit 2. Mai von mehreren indigenen Völkern besetzt wird, genehmigt, und zwar mit polizeilicher Gewalt. Spezialeinheiten und die Nationalen Streitkräfte sind bereits vor Ort und warten das Eintreffen von Staatsanwältin Thais Santi ab, die den Indios Munduruku die richterliche Entscheidung überbringen wird. Die Anwesenheit von Journalisten muss von der Polizei genehmigt werden.
Laut CIMI könnte die Räumung nun jeden Augenblick stattfinden.
Die Gespräche zwischen den Munduruku und Vertretern des Baukonsortiums und der Regierung sind auch am Mittwoch Nachmittag ergebnislos verlaufen.
Lingua Ferina, 9.5.2013
TRF da 1ª Região determina desocupação de Belo Monte. Polícia Federal está preparada para cumprir decisão
Indígenas souberam da decisão durante a madrugada.
Após duas decisões da Justiça Federal em Altamira negando o pedido da Norte Energia para que indígenas desocupassem um dos canteiros de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a reintegração de posse da área.
A decisão é da desembargadora Selene Almeida e foi dada a noite desta quarta-feira, 08 de maio, após as 22 horas.
A ordem permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.
Xingu Vivo Blog, 9.5.2013
"Justiça" brasileira determina uso de força policial para desocupar Belo Monte
Acompanhamento Processual
O Globo, 09/05/2013
Justiça determina reintegração de posse em Belo Monte, diz MPF
Indígenas e ribeirinhos ocupam área desde o dia 2 de maio. A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deferiu, na noite de quarta-feira (8) a reintegração de posse do canteiro de obras da usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará, de acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida e despachada pelo juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira.
Policiais da Ronda Tática Metropolitana (ROTAM) e da Força Nacional já estão no local. Eles aguardam a chegada da procuradora Thais Santi para intermediar a conversa com os índios Munduruku.
CIMI, 09/05/2013
Belo Monte: Justiça determina reintegração de posse do canteiro. Força policial pode entrar a qualquer momento
O Tribunal Regional Federal da 1a. Região (TRF1) deferiu, às 10 e 40 da noite de quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte.
A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.
Laut CIMI könnte die Räumung nun jeden Augenblick stattfinden.
Die Gespräche zwischen den Munduruku und Vertretern des Baukonsortiums und der Regierung sind auch am Mittwoch Nachmittag ergebnislos verlaufen.
Lingua Ferina, 9.5.2013
TRF da 1ª Região determina desocupação de Belo Monte. Polícia Federal está preparada para cumprir decisão
Indígenas souberam da decisão durante a madrugada.
Após duas decisões da Justiça Federal em Altamira negando o pedido da Norte Energia para que indígenas desocupassem um dos canteiros de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a reintegração de posse da área.
A decisão é da desembargadora Selene Almeida e foi dada a noite desta quarta-feira, 08 de maio, após as 22 horas.
A ordem permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.
Xingu Vivo Blog, 9.5.2013
"Justiça" brasileira determina uso de força policial para desocupar Belo Monte
Acompanhamento Processual
O Globo, 09/05/2013
Justiça determina reintegração de posse em Belo Monte, diz MPF
Indígenas e ribeirinhos ocupam área desde o dia 2 de maio. A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deferiu, na noite de quarta-feira (8) a reintegração de posse do canteiro de obras da usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará, de acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida e despachada pelo juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira.
Policiais da Ronda Tática Metropolitana (ROTAM) e da Força Nacional já estão no local. Eles aguardam a chegada da procuradora Thais Santi para intermediar a conversa com os índios Munduruku.
CIMI, 09/05/2013
Belo Monte: Justiça determina reintegração de posse do canteiro. Força policial pode entrar a qualquer momento
O Tribunal Regional Federal da 1a. Região (TRF1) deferiu, às 10 e 40 da noite de quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte.
A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.
Erste Indios verlassen Belo Monte, aber die Baustelle steht weiterhin still
Am Dienstag Abend (7.5.) verließen 35 Indios vom Stamm der Juruna und Arara, die in der Nähe entlang der Großen Schleife leben, die Baustelle Belo Monte. Offenbar gingen sie auf die Angebote des Baukonsortiums Norte Energia ein und waren damit zufrieden. Näheres ist nicht bekannt. Die Nationale Indiostiftung (FUNAI) hatte dabei vermittelt. Wie bei anderen Fällen dürfte es auch diesmal wieder gelungen sein, die Indios gegeneinander auszuspielen und einige zu "kaufen".
Die Baustelle steht weiterhin still, da die Indios Murukuru nicht mit dem Baukonsortium, sondern mit der Regierung bzw. mit Staatssekretär Gilberto Carvalho verhandeln wollen. Sie fordern einen Baustopp auf allen Staudammprojekten Amazoniens und eine Anhörung der Indios, wie sie in der ILO Konvention 169 vorgesehen sind. Dazu ist die Regierung jedoch nicht bereit.
Folha, 08/05/2013
Parte dos índios deixa Belo Monte, mas obra segue paralisada
Dos cerca de 180 índios que invadiram há oito dias o principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, 35 deles deixaram o protesto na noite de ontem, terça-feira (7), mas a obra continua paralisada em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém.
Os índios que saíram do canteiro são das etnias juruna e arara. Permanecem na manifestação, que começou no dia 2, os índios mundurucu, que são a maioria.
O Globo, 7.5.2013
Após acordo, parte de indígenas desocupa canteiro de Belo Monte
Norte Energia informou que 35 indíos já saíram do Sítio Belo Monte.
Reunião aconteceu nesta terça-feira, 7; Funai também participou.
Indígenas das etnias Juruna e Arara da Volta Grande, de aldeias do entorno da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, retiraram-se do canteiro de obras do empreendimento nesta terça-feira (7), após acordo com a empresa Norte Energia, responsável pela implantação da usina. A reunião foi realizada na manhã desta terça, com a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Die Baustelle steht weiterhin still, da die Indios Murukuru nicht mit dem Baukonsortium, sondern mit der Regierung bzw. mit Staatssekretär Gilberto Carvalho verhandeln wollen. Sie fordern einen Baustopp auf allen Staudammprojekten Amazoniens und eine Anhörung der Indios, wie sie in der ILO Konvention 169 vorgesehen sind. Dazu ist die Regierung jedoch nicht bereit.
Folha, 08/05/2013
Parte dos índios deixa Belo Monte, mas obra segue paralisada
Dos cerca de 180 índios que invadiram há oito dias o principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, 35 deles deixaram o protesto na noite de ontem, terça-feira (7), mas a obra continua paralisada em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém.
Os índios que saíram do canteiro são das etnias juruna e arara. Permanecem na manifestação, que começou no dia 2, os índios mundurucu, que são a maioria.
O Globo, 7.5.2013
Após acordo, parte de indígenas desocupa canteiro de Belo Monte
Norte Energia informou que 35 indíos já saíram do Sítio Belo Monte.
Reunião aconteceu nesta terça-feira, 7; Funai também participou.
Indígenas das etnias Juruna e Arara da Volta Grande, de aldeias do entorno da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, retiraram-se do canteiro de obras do empreendimento nesta terça-feira (7), após acordo com a empresa Norte Energia, responsável pela implantação da usina. A reunião foi realizada na manhã desta terça, com a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Breite Unterstützung für Munduruku durch APIB
Die Bewegung "Artikulierung der indigenen Völker Brasiliens" (APIB), die ca. 230 NGOs vereint, unterstützt die Besetzung der Baustelle Belo Monte sowie die Forderungen nach einem Baustopp. "Belo Monte ist noch nicht konsumiert", heißt es darin.
Blog da Ocupação de Belo Monte, 8.5.2013
Manifesto: “Todo apoio à ocupação indígena nos canteiros de Belo Monte”
Companheiras e companheiros de luta em defesa da vida, dos rios, da floresta e dos animais da Pan-Amazônia:
Estamos em um momento muito importante da luta contra o projeto do governo brasileiro para a Amazônia, proposta desenvolvimentista atrasada e autoritária que exaure as riquezas naturais da região e destrói o planeta, tendo a usina de Belo Monte e as demais barragens como carro chefe deste processo.
CIMI, 08/05/2013
Manifesto contra o preconceito institucionalizado do governo Dilma aos povos indígenas
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB vem por meio da presente, manifestar em primeiro lugar a sua profunda preocupação pela nota divulgada no dia 06 de maio, pela Secretaria Geral da Presidência da República, intitulada“ Esclarecimentos sobre a consulta aos Munduruku e a invasão de Belo Monte”, na qual o Estado Brasileiro, sob gerência do Governo da Presidente Dilma Rousseff, assume publicamente uma posição abertamente preconceituosa e discriminatória contra os povos indígenas do Brasil.
Blog da Ocupação de Belo Monte, 8.5.2013
Manifesto: “Todo apoio à ocupação indígena nos canteiros de Belo Monte”
Companheiras e companheiros de luta em defesa da vida, dos rios, da floresta e dos animais da Pan-Amazônia:
Estamos em um momento muito importante da luta contra o projeto do governo brasileiro para a Amazônia, proposta desenvolvimentista atrasada e autoritária que exaure as riquezas naturais da região e destrói o planeta, tendo a usina de Belo Monte e as demais barragens como carro chefe deste processo.
CIMI, 08/05/2013
Manifesto contra o preconceito institucionalizado do governo Dilma aos povos indígenas
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB vem por meio da presente, manifestar em primeiro lugar a sua profunda preocupação pela nota divulgada no dia 06 de maio, pela Secretaria Geral da Presidência da República, intitulada“ Esclarecimentos sobre a consulta aos Munduruku e a invasão de Belo Monte”, na qual o Estado Brasileiro, sob gerência do Governo da Presidente Dilma Rousseff, assume publicamente uma posição abertamente preconceituosa e discriminatória contra os povos indígenas do Brasil.
Twitter-Aktion für Munduruku: "Gilberto soll kommen"
Aktivisten fordern im Internet auf Facebook- und Twitter-Kampagnen, dass Staatssekretär Gilberto Carvalho nach Belo Monte fährt und mit den Indios verhandelt. Bisher hat die Regierung einen Dialog mit den Besetzern von Belo Monte kategorisch abgelehnt und die Forderungen nach einem Baustopp aller Karftwerksprojekte in Amazonien, die indigene Territorien betreffen, als "völlig unrealistisch" bezeichnet.
Wie kann man die Aktion unterstützen?
Bei Twitter anmelden und VaiLáGilberto posten (Heißt: Gilberto soll kommen)!!
Folha, 6.8.2013
Internautas pedem que ministro negocie com índios em Belo Monte
Ativistas reivindicam nesta quarta-feira (8), por meio do Twitter, a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, no principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém, no Pará.
Wie kann man die Aktion unterstützen?
Bei Twitter anmelden und VaiLáGilberto posten (Heißt: Gilberto soll kommen)!!
Folha, 6.8.2013
Internautas pedem que ministro negocie com índios em Belo Monte
Ativistas reivindicam nesta quarta-feira (8), por meio do Twitter, a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, no principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém, no Pará.
Mittwoch, 8. Mai 2013
5. Aussendung: "Wir brauchen dringend eure Hilfe!"
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| Die Journalisten dürfen den Schranken nicht passieren |
Wir brauchen dringend eure Hilfe!
Heute richten wir uns an jene, die uns unterstützten. An alle, die auf unseren Kampf setzen und unsere Ansichten teilen.
Wir sind jene Menschen, die entlang der Flüsse leben, wo sie Staudämme bauen wollen. Wir sind Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, Fischer und Flussbewohner. Der Fluss ist unser Supermarkt. Unsere Vorfahren sind älter als Jesus Christus.
Seit sieben Tagen halten wir die Baustelle des Staudamms Belo Monte besetzt. Wir sind gegen den Großprojekte, die unser Leben zerstören. Wir wollen mit der Regierung darüber sprechen. Aber sie wollen nicht.
Das Gesetz, das vorherige Anhörungen vor den Studien und Konstruktionen garantiert und regelt, muss eingehalten werden.
Die Regierung muss alles, was sie tut, einstellen. Die Arbeiten und Studien von Staudämmen müssen ausgesetzt werden. Die Truppen müssen aus unserem Land abgezogen werden.
Sie nahmen uns die Journalisten und Anwälte von hier weg. Seit fünf Tage machen nur mehr wir die Bilder innerhalb der Baustelle.
Sie wollen uns mit vielen Polizisten einschüchtern. Die nationalen StreitkKraft verhandeln mit uns und sagen, dass die Regierung nicht kommt. In den Medien erklärte auch die Regierung selber, dass sie nicht kommt.
Der Lebensmittel-Nachschub wird immer schwieriger. Weder Krankenschwestern noch Abgeordnete haben hier Zutritt. Wir sind besorgt darüber, was uns noch passieren kann.
Wir brauchen Hilfe. Organisationen müssen diese Besetzung unterstützen. Bekundet öffentlich, dass ihr auf unserer Seite seid! Und dass ihr mit der Einschüchterung der Regierung nicht einverstanden seid!
Journalisten müssen weiterhin mit uns reden, auch wenn es über den Zaun ist, oder per Telefon. Wir sind mit jeder Berichterstattung sehr zufrieden.
Ihr müsst uns unterstützen. Wir müssen über das Internet berichten. Jeder kann kommen und uns etwas bringen, oder ihr könnt über die Bank etwas überweisen.
Caixa Econômica Federal – Mutirão pela Cidadania
Agencia: 0551 – Conta: 1532-7 – OP 003 – CNPJ: O1993646/0001-80
Jeder Betrag hilft uns schon. Trag etwas bei, wenn du kannst. Wir sind dieses Mal sehr zuversichtlich.
Baustelle Belo Monte, Vitória do Xingu, 8. Mai 2013
Quelle: Blog da Ocupação de Belo Monte
Falls Sie die Besetzer von Belo Monte unterstützen wollen, können Sie einen Beitrag auf das Konto von Bischof Erwin Kräutler mit dem Kennwort "Munduruku" überweisen:
Bischof Erwin Kräutler
RAIBA Koblach, BLZ 37429
Konto-Nr.: 2.421.501
IBAN: AT22 3742 9000 0242 1501
BIC:RVVGAT2B429
Kennwort "Munduruku"
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