Freitag, 24. April 2015

CNBB: Bischof Kräutler berichtet über Entrechtung der Indigenen

Radio Vatikan, 23/04/2015
Brasilien: Bischöfe gegen die Entrechtung der Indigenen
Brasiliens Kirche wehrt sich gegen eine weitere Entrechtung der indigenen Völker. Bei der Vollversammlung der Bischofskonferenz des Landes im Wallfahrtsort Aparecida trug der Vorsitzende des Bischofsrates für indigene Völker, Bischof Erwin Kräutler, einen Bericht zur Lage vor. Der aus Österreich stammende Kräutler lebt seit Jahrzehnten in einem von vielen Indigenen bevölkerten Bistum, in Xingu. „Die indigenen Völker sind bedroht, weil die Regierung einen anti-indigenen Kurs eingeschlagen hat“, so Bischof Kräutler gegenüber Radio Vatikan. „Die Regierung ist praktisch in der Geiselhaft des Agro-Business. Wir verteidigen das Recht der Indigenen auf ihr angestammtes Land, das auch in der Verfassung verankert ist, in Artikel 231. Die Vertreter des Agro-Business im Kongress wollen nun, dass dieser Verfassungsartikel geändert wird.“

Hinter dem Agro-Business verbergen sich die großen Landbesitzer, meistens in wirtschaftlicher Beziehung zu den internationalen Konzernen auf dem Gebiet von Ernährung und Landwirtschaft. Nicht mehr die Regierung solle bestimmen, welche Gebiete unter den Schutz dieses Verfassungsartikels fallen, sondern ein Entschluss des Parlaments, also des Kongresses, soll das ersetzen: So lautet das Gesetzgebungsvorhaben, gegen das sich die Bischöfe des Landes wenden. „Da wissen wir von vornherein, dass jede Abstimmung im Kongress gegen die indigenen Völker ausfällt, weil das Agrobusiness im Kongress so vertreten ist, dass es praktisch die Oberhand hat.“

Der sogenannte Indianermissionsrat, kurz CIMI, war eine Reaktion der Bischöfe auf die Einsicht, dass sie im Alleingang die Herausforderungen für die indigenen Völker nicht in den Griff bekommen, so Bischof Kräutler. Er besteht seit 1972, und schon damals sei es die Aufgabe des Rates gewesen, die Rechte der Indigenen zu verteidigen. „Es ging darum, die indigenen Völker in ihrer Kultur und in ihrem physischen Überleben zu verteidigen!“


CIMI, 22/04/2015
"O lampejo indigenista na Constituição está a ponto de perder o brilho", diz Dom Erwin Kräutler na Assembleia da CNBB

Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu (PA) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), se pronunciou sobre a questão indígena na manhã desta quarta-feira, 22, durante a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida do Norte (SP). “Tomo mais uma vez a liberdade de descrever o avanço da dura e conflitiva realidade dos povos indígenas no Brasil. Faço-o no intuito de não apenas relatar atos e omissões, dados e números, mas sim de tocar o coração dos pastores e de todos os homens e mulheres da nossa Igreja”, disse Dom Erwin na abertura de sua intervenção dias depois do Acampamento Terra Livre (ATL) 2015, parte das ações permanentes da Mobilização Nacional Indígena.

Diante de uma conjuntura adversa aos povos indígenas, com ataques partindo dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, lembrando das últimas decisões da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que anula demarcações e autoriza reintegrações de posse em terras tradicionais homologadas, Dom Erwin fez uma fala contundente, olhando para o presente. “Não relato fatos do passado, mas acontecimentos que ocorrem nestes dias. Tento mostrar o calvário de 305 povos indígenas tratados como estrangeiros em seu próprio país e acusados até de usurpadores de suas terras tradicionais ou então de invasores de propriedades produtivas”, denunciou o bispo.


Instituto Humanitas Unisinos - IHU, 22.4.2015
Dom Erwin Kräutler denuncia campanha anti-indígena do Estado brasileiro

A luta de dom Erwin Kräutler (foto) para defender os povos indígenas é uma constante na sua vida como missionário na prelazia do Xingu durante 50 anos, os últimos 35 como bispo. Presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) durante 16 anos, sua voz profética ressoou em todos os rincões deste imenso país chamado Brasil e daí foi lançada para todo o mundo.


CNBB, 22 Abril 2015
Dom Erwin Kräutler apresenta realidade dos povos indígenas
O bispo do Xingu (PA) e presidente do Conselho Indígena Missionário (Cimi), dom Erwin Krautler, apresentou aos bispos, reunidos na 53ª Assembleia Geral, a situação atual dos povos indígenas e quilombolas. O texto é longo e traz, com linguagem clara, os grandes e graves problemas que ameaçam a vida dos povos indígenas. A exposição foi a última que dom Krautler fez a uma assembleia da Conferência uma vez que termina, no próximo setembro de 2015, seu quarto mandato no Cimi.


CNBB, 16.4.2015
Em entrevista coletiva, bispos falam sobre laicato, questão indígena e atual conjuntura

“Paixão é o que move”, respondeu dom Erwin Kräutler ao ser apresentado por dom Dimas como um bispo que mesmo vivendo sob ameaça de morte em decorrência de seu trabalho, não perde a paixão pelo que faz.

Dom Erwin falou à imprensa que até pouco tempo atrás o Xingu era sinônimo de presença indígena, mas “de um tempo pra cá o Xingu remete à usina de Belo Monte, hidrelétricas e até lava-jato”.

O bispo lembrou que, na época da Assembleia Constituinte, à frente do Cimi, esteve aliado aos índios na luta e conquista por direitos, que encheram o país de orgulho. Entretanto, dom Erwin ressalta que os direitos não são cumpridos.

“O tempo passa e apesar do prazo para a demarcação das terras indígenas terem expirado em 1993, permanecemos até hoje sem que tenha sido efetivamente feito. Deixar as terras indígenas sem demarcação é deixar escancaradas as portas para a exploração, qualquer ocupação. A grande parte das violências contra povos indígenas estão de certa maneira ligadas aos conflitos de terra”, disse. De acordo com o bispo do Xingu, a paralisação das demarcações de terras indígenas está ligada aos interesses do agronegócio, que cada vez conquista mais representantes no congresso.

“Eu me pergunto sobre o que é defender o interesse nacional. Interesse de quem, da nação ou de alguns? Eu acho que estão defendendo o interesse de alguns em detrimento dos mais fracos, dos povos que vivem lá, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, não fomos perguntados. Inclusive, a situação é inconstitucional, uma vez que as decisões interessadas à região são tomadas pelo Congresso, em Brasília, quando os povos indígenas deveriam ser consultados no que diz respeito às suas áreas”, defendeu dom Erwin.

Fotos da coletiva de imprensa

Donnerstag, 23. April 2015

Ehemaliger Petrobras-Direktor Costa wegen Korruption verurteilt


ORF.at, 22.4.2015
Ehemaliger Petrobras-Direktor wegen Korruption verurteilt
Ein ehemaliger Einkaufsdirektor des brasilianischen Ölkonzerns Petrobras ist wegen Veruntreuung und Geldwäsche zu siebeneinhalb Jahren Haft verurteilt worden. Paulo Costa erhielt gestern ein reduziertes Strafmaß, weil er sich bereiterklärt hatte, als Zeuge in dem milliardenschweren Korruptionsskandal auszusagen.

Costa und weitere fünf Angeklagte wurden schuldig befunden, bei dem Bau einer Raffinerie in Pernambuco einen unberechtigten Kostenanstieg von anfänglich 2,5 Milliarden Reais (750 Mio. Euro) auf über 20 Milliarden Reais (sechs Mrd. Euro) zur eigenen Bereicherung organisiert zu haben.

Der staatlich kontrollierte Konzern soll zwischen 2004 und 2012 illegal auch Gelder an prominente Politiker der Regierungskoalition abgegeben haben. Drei ehemalige Abgeordnete sowie der Schatzmeister der Arbeiterpartei (PT) der Staatschefin Dilma Rousseff befinden sich aufgrund der Aussagen Costas in Haft.


Deutsche Welle, 23.4.2015
Korruption kommt Petrobras teuer zu stehen
Brasiliens größter Konzern Petrobras ist tief in die roten Zahlen gerutscht. Ein Teil der Verluste ist direkte Folge des Korruptionsskandals, der auch Brasiliens Präsidentin Rousseff bedroht.

Wirtschaftsblatt, 23.4.2015
Petrobras schreibt Milliardenverlust wegen Korruptionsskandal
Der brasilianische Ölkonzern Petrobras, der seit Monaten im Fadenkreuz von Staatsanwaltschaft und Polizei steht, steckt tief in den roten Zahlen.


G1.Globo.com,22.4.2015
Justiça condena Costa por lavagem de dinheiro na refinaria Abreu e Lima
Youssef também foi condenado por várias práticas de lavagem de dinheiro.
Além deles, outros seis devem pagar R$ 18 mi em indenização à Petrobras.

Montag, 20. April 2015

Sonntag, 19. April 2015

Brasilien: Camargo-Correa-Chef gibt Schmiergeldzahlungen zu


Der Standard, 19.4.2015
Brasilianischer Baukonzern gibt Schmiergeldzahlungen an Petrobras zu
Korruptionsaffäre um Ölkonzern setzt auch Regierung unter Druck

Sao Paulo - In der Korruptionsaffäre um den brasilianischen Ölkonzern Petrobras hat ein Baukonzern laut Medienberichten Schmiergeldzahlungen im Umfang von mehr als 36 Millionen Dollar (rund 33 Millionen Euro) an das Energieunternehmen gestanden. Eduardo Leite, früherer Vizechef des Konzerns Camargo Correa, gab die Zahlungen am Samstag gegenüber der Staatsanwaltschaft zu, wie brasilianische Medien berichteten.

Sie flossen demnach in den Jahren 2007 bis 2012. Leite beschrieb es den Berichten zufolge als "sehr einfach", Verträge über Bauprojekte mit Petrobras mit Hilfe der Schmiergelder so zu gestalten, dass sich um bis zu 20 Prozent höhere Kosten ansetzen ließen. Leite und Camargo-Correa-Chef Dalton Avancini hatten von November bis März bereits in Untersuchungshaft gesessen, bevor sie sich zur Zusammenarbeit mit der Justiz bereit erklärten, um möglicherweise niedrigere Strafen zu erwirken.
Schatzmeister in U-Haft

Rund zwei Dutzend Firmen, zumeist große Baukonzerne, sollen an Petrobras Schmiergeld gezahlt haben, um an lukrative Aufträge zu kommen. Der Ölkonzern soll zudem Auftragssummen durch illegale Aufschläge aufgebläht haben. Die dadurch erzielten Mehreinnahmen sollen an andere Unternehmen weitergeleitet worden sein. Nachdem das Geld auf diese Weise gewaschen wurde, wurde es nach Angaben der Ermittler als Bestechungsgeld im politischen Bereich Politik ausgezahlt.

Einem ehemaligen Petrobras-Manager zufolge erhielt die Arbeiterpartei bis zu 200 Millionen Dollar an Schmiergeldern von dem Staatskonzern. Ihr Schatzmeister Joao Vaccari sitzt seit der vergangenen Woche in Untersuchungshaft. Insgesamt geht es in der Affäre um rund vier Milliarden Dollar. Die brasilianische Präsidentin Dilma Rousseff selbst saß dem Petrobras-Aufsichtsrat in den Jahren 2003 bis 2010 vor. Sie betont aber, keine Kenntnis von den Vorgängen gehabt zu haben.

ORF.at, 16.4.2015
Hunderte schwarze Konten als „Filter“
In Brasilien zieht der Korruptionsskandal um den halbstaatlichen Erdölkonzern Petrobras immer weitere Kreise. Neuestes Kapitel: Ein hochrangiger Politiker der regierenden Arbeiterpartei (PT) sitzt wegen Bestechungsverdachts in Haft. Präsidentin Dilma Roussefs Versprechen, den Korruptionssumpf trockenzulegen, schenkt man offenbar keinen Glauben. Immer wieder gehen Hunderttausende auf die Straße.