Dienstag, 25. Februar 2014

Einsatz der Nationalen Streitkräfte für Belo Monte verlängert

Auf Ansuchen des Ministers für Bergbau und Energie wird der Einsatz der Nationalen Streitkräfte auf den Baustellen für das Kraftwerk Belo Monte um weitere 180 Tage bis Ende August verlängert. Laut Mitteilung im Amtsblatt vom 14.2. ist die Präsenz der Streitkräfte notwendig, "um Sicherheit von Personen und Sachgegenständen sowie die Aufrechterhaltung der öffentlichen Ordnung und der Dienstleistungen an den Baustellen für Belo Monte zu gewährleisten".
Im März 2013 hatte die Regierung Dilma Rousseff die Entsendung der Streitkräfte genehmigt, um die Bauarbeiten vor Streiks und Besetzungen durch Indios und Betroffene zu schützen.

Der Journalist Lúcio Flávio Pinto kritisiert diese Vorgehensweise des Einsatzes der Nationalen Streitkräfte als Verletzung der brasilianischen Föderationsgesetze, die den einzelnen Bundesländern viel Eigenständigkeit gewähren. Dabei wurde das Gebiet um das eigentliche Kraftwerk Belo Monte sogar zum Nationalgebiet erklärt und dem Bundesstaat Pará die Befugnisse entzogen.

Agência Brasil, 14/02/2014
Ministério da Justiça prorroga permanência da Força Nacional em Belo Monte
Força Nacional permanecerá por mais 180 dias no Paraná
A pedido do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, os homens da Força Nacional de Segurança permanecerão atuando na região das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.
Segundo portaria do Ministério da Justiça publicada hoje (14) no Diário Oficial da União, a medida visa a garantir a “incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública dos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades” relacionadas à construção da hidrelétrica.
Presente em Belo Monte desde julho do ano passado, a Força Nacional ficará por pelo menos mais 180 dias na região, marcada por greves e ocupações de trabalhadores e índios reivindicando direitos.


Cartas da Amazônia, 25.2.2014
Belo Monte sob intervenção federal

Em março do ano passado, através de um simples decreto, a presidente Dilma Rousseff violou o princípio federativo brasileiro. Ela eliminou a exigência, até então em vigor, de submeter à aprovação dos governadores dos Estados o uso em seu território da Força Nacional de Segurança Pública, criada pelo presidente Lula em 2004. E aplicou imediatamente a nova regra: determinou o deslocamento de tropa da FNS para o canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Foi a primeira intervenção federal desse tipo. Não teve a repercussão cabível à sua gravidade. Aliás, não teve repercussão alguma.

Duas prorrogações foram promovidas para manter a tropa no canteiro de obras de grandes empreiteiras nacionais, que ali executam o maior empreendimento da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, no valor de 30 bilhões de reais. A última prorrogação foi adotada neste mês. O contingente da FNS permanece no local e nele continuará até pelo menos agosto, quando vence o prazo de 180 dias da mais recente prorrogação.

Uma nova prorrogação poderá ser adotada, se for necessário o uso dessa força para continuar a assegurar a “incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública dos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades” relacionadas à construção da hidrelétrica, a maior obra em andamento no país. O ato de determinar a permanência da força se consumou através de mera portaria do ministro da justiça, a autoridade federal à qual a FNS está subordinada.

A presença da tropa federal praticamente acompanha a instalação do canteiro de obras da usina do Xingu, há mais de três anos. Nesse período, houve 17 paralisações, motivadas por diversas formas de protesto ou de reivindicação. Atualmente há 22 mil trabalhadores nos quatro canteiros de obras da hidrelétrica, projetada para ser a segunda maior do mundo.

Apesar de estar em causa uma concessão federal para o aproveitamento energético de um rio, o Xingu, as duas empresas à frente do empreendimento são de direito privado, mesmo sendo estatais as que controlam a concessionária de energia (mas a construtora é totalmente privada).

Pelo menos no canteiro de obras de Belo Monte a federação deixou de existir. A União transformou o local em território federal, à revelia do Estado do Pará.

Kosten für Wasserkraftwerk Jirau fast verdoppelt

Das Wasserkraftwerk Jirau, das 2008 versteigert wurde und das 2013 in Betrieb gehen hätte sollen, produziert noch immer keinen Strom. Zugleich haben sich die Kosten fast verdoppelt. Von den ursprünglich angenommenen R$ 9 Mrd. ist man bereits bei R$ 17,4 Mrd. angelangt. Jirau ist neben Santo Antônio das zweite Kraftwerk am Rio Madeira.

Als Ursache werden die großen Proteste der 18.000 Arbeiter in den Jahren 2011/12 genannt, bei denen große Teile der Unterkünfte und Einrichtungen in Brand gesteckt wurden. Die meisten Arbeiter mussten entlassen und nach Hause in entfernte Bundesländer Brasiliens geflogen werden. Der Wiederaufbau war zeit- und kostenintensiv.
Außerdem gab es immer wieder Verzögerungen bei den Baugenehmigungen und Streiks, auch bei Finanz- und Zollämtern, sodass Maschinen nicht rechtzeitig genehmigt und freigegeben wurden.

Weil das Betreiberkonsortium die 3.750 MW Strom nicht fristgerecht liefert, muss es laut richterlicher Verfügung den vereinbarten Strom zukaufen. Eine MWh kostet derzeit R$ 822. Das Konsortium hat bei der Nationalen Energiebehörde Einspruch erhoben. Solange nicht bewiesen wird, dass das Kraftwerk wegen Fremdverschuldens nicht fertig geworden ist, muss der Strom zugekauft werden.

O Estado de S.Paulo, 24 de fevereiro de 2014
Atrasada, Jirau já custa quase o dobro
Salto de R$ 9 bi para R$ 17,4 bi no custo compromete retorno do empreendimento

A Hidrelétrica de Jirau, a segunda usina do Complexo do Rio Madeira, leiloada em 2008, está atrasada em mais de um ano e o volume de investimento quase dobrou, de cerca de R$ 9 bilhões para R$ 17,4 bilhões. Essa diferença, de R$ 8,4 bilhões, comprometeu de forma expressiva o retorno do empreendimento. Logo após o leilão, os vencedores da disputa haviam prometido economizar R$ 1 bilhão e antecipar sua operação em um ano.

Não fosse uma decisão judicial, a situação da hidrelétrica, de 3.750 megawatt (MW), seria ainda pior. Como o início de operação estava previsto para 2013, ela teria de comprar energia no mercado livre - cujo megawatt hora (MWh) está em R$ 822 - para honrar os contratos. A liminar conseguida na Justiça desobriga a empresa Energia Sustentável do Brasil, responsável pelo empreendimento, de fazer essa operação.

Formada pela GDF Suez, Mitsui & Co e as estatais Chesf e Eletrosul, do Grupo Eletrobrás, a empresa entrou com recurso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para suspender as penalidades pelos atrasos na obra. O diretor da agência reguladora, José Jurhosa, afirmou que o pedido ainda está em análise e não tem data para ser votado. "Mas vamos avaliar todos os pontos e verificar se o atraso é decorrente de fatores que fogem ou não ao controle da empresa." Pelas novas regras, se ficar provado que fatores externos atrapalharam o andamento da obra, a concessionária - que não quis se pronunciar - não será punida.

Samstag, 22. Februar 2014

Auftraggeber für Mord an Dorothy Stang aus Haft entlassen

Vitalmiro Bastos de Moura, bekannt als Bida, der als Auftaggeber für den Mord an Schwester Dorothy Stang 2005 zu 30 Jahren Haft verurteilt worden war, erhält aufgrund seiner guten Führung während des letzten Jahres sowie wegen Arbeitsdienste im Gefängnis eine Reduzierung seiner Strafe auf weitere 125 Tage. Er soll von Belém nach Altamira überstellt werden, um näher bei seiner Familie zu sein.

Dieses Urteil überrascht, weil Bidas Strafe von 30 Jahren erst am 19.9.2013 von einem Schöffengericht bekräftigt worden war.

Bida ist der letzte der ursprünglich 5 Verurteilten im Fall Dorothy Stang, der noch im Gefängnis ist. Die anderen sind bereits seit längerem auf Bewährung frei.


Consultor Juridico, 21.2.2014
Condenado por morte de irmã Dorothy tem pena reduzida
O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, condenado a 30 anos de prisão por mandar matar a missionária Dorothy Stang (foto) em 2005, conseguiu encurtar a pena em 125 dias por trabalhos realizados na prisão. A remição foi concedida na última segunda-feira (17/2) pela 1ª Vara de Execuções Penais de Belém, com base nos 376 dias de trabalho entre julho de 2012 e outubro de 2013, em período não contínuo.
Regivaldo Galvão, também condenado como mandante, está solto desde 2012 ao conseguir Habeas Corpus. Rayfran das Neves Sales, condenado por ser autor dos disparos contra Dorothy, cumpre prisão domiciliar. Clodoaldo Carlos, apontado como coautor, é considerado foragido, porque fugiu do albergue onde cumpria pena em regime aberto. Amair Feijoli, acusado de intermediar os mandantes e os executores, também está em prisão domiliciar.

Samstag, 15. Februar 2014

Solidarität aus der Steiermark mit Bischof Erwin Kräutler

Kathpress, 14.02.2014
Belo-Monte-Staudamm: Steirische Solidarität mit Bischof Kräutler

"Weizer Pfingstvision"-Gründer Berger: Beteiligte Andritz AG hat soziale Mitverantwortung für 40.000 zwangsumgesiedelte Menschen

Die Solidarität aus der Steiermark mit Bischof Erwin Kräutler und dessen Widerstand gegen die Zwangsumsiedlungen im Zuge des gigantischen Belo-Monte-Staudamms in Amazonien verstärkt sich: Die "Solidarregion Weiz", wie auch die "Weizer Pfingstvision" und die politisch-spirituelle Bewegung "Way of Hope", die vom Theologen Fery Berger angestoßen wurde, hatte sich zuletzt gemeinsam mit Kräutler in zwei Briefen an "Andritz"-Chef Wolfgang Leitner gewandt und - bisher umsonst - um einen Gesprächstermin ersucht, um auf die Missstände hinzuweisen.

Einer von der "Solidarregion Weiz" eingerichteten Protest-Gruppe gegen das Mega-Projekt haben sich innerhalb kurzer Zeit 827 Mitglieder angeschlossen, berichtete Berger am Freitag gegenüber "Kathpress". Er und seine Mitstreiter suchen nun das Gespräch mit dem Betriebsrat der in Weiz angesiedelten "Andritz Hydro", um auf die "menschenunwürdige" Begleitmusik rund um den Staudamm hinzuweisen und über die Belegschaft Druck auf die Unternehmensleitung auszuüben.

Die "Andritz Hydro" ist eines der drei großen Unternehmen, die Generatoren für Belo Monte liefern. Dass die "Andritz AG" bisher nicht bereit war, einen Verantwortungsträger in das von den Flutungen betroffene Gebiet am Fluss Xingu zu entsenden und sich ein Bild vor Ort zu machen, ist für Berger unverständlich. Er äußerte auch "Enttäuschung" darüber, dass Vorstandsvorsitzender Leitner bisher jeden Kontakt verweigert habe.

Berger sieht eine "soziale Mitverantwortung" des Konzerns für 40.000 zwangsumgesiedelte Menschen und im Staudammprojekt ein unrühmliches Beispiel für das, wozu Papst Franziskus "diese Wirtschaft tötet" ("Evangelii gaudium") gesagt hatte.

"Gefahr für die Lunge Brasiliens"
Die durchgeführten Abholzungen "gefährden die Lunge Brasiliens und damit auch das Weltklima", berief sich Berger auf Expertisen. Ein Drittel von Altamira, der Bischofsstadt Erwin Kräutlers, werde überflutet. Zehntausende Menschen sollen nach dem Willen der Projektbetreiber in Zukunft auf einer Insel mitten in einem stehenden Gewässer leben müssen. Zurzeit beginne gerade die Zwangsumsiedlung von 40.000 Menschen - viele davon Indigene, die fernab ihrer bisherigen naturnahen Lebensweise in kleine Betonbehausungen gepfercht werden. "Die werden sich in der Sommerzeit wie Backöfen aufheizen und dann unbewohnbar sein", weiß Berger.

"Belo-Monte-Strom kommt nicht der Bevölkerung Brasiliens zugute"
Ein weiteres Ärgernis: Der im Kraftwerk erzeugte Strom werde nicht der Bevölkerung Brasiliens zugutekommen, sondern Großunternehmen, die damit Aluminium erzeugen und es teuer ins Ausland verkaufen werden. Der Abfall, der dabei entsteht, sei hochgradig gefährlich. "Je mehr man von diesem Wahnsinnsprojekt erfährt, desto mehr kommt einem der Turmbau zu Babel in den Sinn", so Bergers bitterer Kommentar.

In Abstimmung mit Bischof Erwin Kräutler habe sich die Basisinitiative "Solidarregion Weiz" deshalb mit zwei offenen Briefen an den Andritz-Chef gewandt - bisher umsonst. Der gemeinsame Appell: "Andritz soll soziale Mitverantwortung übernehmen und sich beim Betreiber des Kraftwerks dafür verwenden, dass menschenwürdige Häuser gebaut werden und falls notwendig, selbst auch Geld dafür in die Hand nehmen."


Archiv:
5.2.2014
Bischof Kräutler: Andritz AG muss Belo-Monte-Folgen mitverantworten

4.2.2014
Solidarregion Weiz appelliert an Andritz AG: "Diese Wirtschaft tötet"

Donnerstag, 13. Februar 2014

Ermordung von Schwester Dorothy Stang jährt sich zum 9. Mal


Anlässlich des 9. Todestages von Schwester Dorothy Stang am 12. Februar fanden in Anapu ein Gedenkgottesdienst mit Bischof Erwin Kräutler und in Belém ein ökumenischer Gottesdienst im Sitz der Bischofskonferenz statt.

O Globo, 13.2.2014
Assassinato da irmã Dorothy Stang em Anapu, PA, completa 9 anos
Um culto ecumênico lembrou a data na última quarta, 12, em Belém.
Representantes de movimentos sociais se reuniram na sede da CNBB.

Video >>

Dienstag, 11. Februar 2014

Auch Xikrin-Indios fordern die Umsetzung der Umweltauflagen wegen Belo Monte

Ca. 110 Indios aus 8 Siedlungen vom Volk der Xikrin nahmen am 10.2. in Altamira an einer Versammlung mit Vertretern von Norte Energia (Betreiberkonsortium für Belo Monte) und Funai (Natinale Indio-Stiftung) teil. Sie beklagten, dass die im Vorfeld des Kraftwerkbaus Belo Monte vereinbarten Umweltauflagen und Verbesserungen der Infrastruktur in ihren Gebieten nicht eingehalten werden und forderten erneut den Bau von Häusern, Schulen und Gesundheitszentren. Sie kritisierten besonders, dass eventuelle Bauten aus Holz und nicht aus Ziegeln geplant seinen.

Ein junger Xikrin hielt seine "borduna" zwei Vertretern von Norte Energia an den Hals, um seine Unzufriedenheit über die Situation zum Ausdruck zu bringen.

Unabhängig davon gab es vor einer Woche ähnliche Forderungen eines anderen Stammes im Sitz von Norte Energia.

O Globo, 10.2.2014
Índios Xikrin pedem agilidade na concessão de benefícios em Altamira
Manifestantes participa de reunião armados e com pinturas de guerra.
Norte Energia diz que irá se manifestar apenas após debate.

O Globo, 10.2.2014
Líder Xikrin ameaça funcionários da Norte Energia com arma indígena
Caso ocorreu durante reunião nesta segunda-feira, 10, em Altamira, PA.
Índios exigem obras de compensação aos impactos de Belo Monte.

O Globo, 10.2.2014
Norte Energia fecha acordo com índios Xikrin, no Pará
Índios reivindicam construção de casas de alvenaria nas aldeias.
Empresa diz que já foi definido cronograma de trabalho.