Freitag, 31. Mai 2013

Kayapó solidarisieren sich mit Besetzern von Belo Monte



Der Verein Waldschutz der Indigenen Mebenkôkre/KAYAPÓ, der 20 indigene Siedlungen repräsentiert, bekundet Solidarität und Unterstützung für unsere Blutsbrüder Munduruku im Kampf gegen das Kraftwerk Belo Monte. Wir weisen den beschämendne Mangel an Respekt, den die Brasilianische Bundesregierung den indigenen Völkern entgegen bringt, zurück.

Wir haben Belo Monte nie gewollt, und wir werden uns nie damit abfinden. Schon viele Jahre kämpfen wir dagegen, und weil mit dem Bau des Staudammes begonnen wurde heißt das nicht, dass wir den Kampf aufgeben.

Am 3. Juni beginnt an den Ufern des Xingu eine Versammlung, an der 250 Kazikes und Krieger aus allen Kayapó-Siedlungen der Bundesstaaten Pará und Mato Grosso teilnehmen werden, um unsere Strategie zu planen. Ihr könnt mit unserer Unterstützung rechnen, und wir bauen auf eure! Es wird hart werden, aber gemeinsam sind wir stärker!


Blog da Ocupação de Belo Monte, 30.5.2013

ASSOCIAÇÃO FLORESTA PROTEGIDA: CARTA DE APOIO À OCUPAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRA DE BELO MONTE

A ASSOCIAÇÃO FLORESTA PROTEGIDA, EM NOME DOS CACIQUES MEBENGÔKRE (KAYAPÓ) DAS 20 ALDEIAS QUE REPRESENTA, MANIFESTA SOLIDARIEDADE E APOIO AOS PARENTES DE LUTA QUE ESTÃO OCUPANDO O CANTEIRO DE OBRA DE BELO MONTE; E REPÚDIO AO GOVERNO FEDERAL PELA VERGONHOSA FALTA DE RESPEITO COM OS POVOS INDÍGENAS DESTE PAÍS.

NÓS NUNCA ACEITAMOS BELO MONTE, E NÃO ENGULIMOS ESTA USINA, ESTAMOS LUTANDO HÁ MUITOS ANOS E NÃO É POR QUE COMEÇARAM A OBRA QUE VAMOS DESISTIR.

DIA 03 DE JUNHO
COMEÇA UMA REUNIÃO, NA BEIRA DO RIO XINGU, 250 CACIQUES E GUERREIROS DE TODAS AS ALDEIAS KAYAPÓ DO PARÁ E DO MATO GROSSO PARA ORGANIZAR NOSSA ESTRATÉGIA DE LUTA. PODEM CONTAR COM NOSSO APOIO, E NÓS CONTAMOS COM O DE VOCÊS TAMBÉM. A BRIGA É DURA, MAS UNIDOS NÓS TEMOS MAIS FORÇA.

Belo Monte: Indios ermöglichen Arbeitsbetrieb nach Vereinbarung


Die 170 Indios aus 5 verschiedenen Völkern halten sich weiterhin auf der Baustelle Belo Monte auf. Sie fürchteten zunächst eine Räumung mit Polizeigewalt, wie sie in Mato Grosso erfolgt ist, weil sie die mit 29.5. um 17:00 von der Justiz festgelegte Frist für den Abzug missachteten.

Bei der gewaltsamen Räumung der von Terena-Indios besetzten Fazenda Buriti in Mato Grosso kam am 30.5. ein Indio ums Leben, drei weitere liegen schwer verletzt im Krankenhaus.

Die Entspannung in Belo Monte kam durch den Besuch von Nilton Tubino zustande, der in Vertretung von Minister Gilberto Carvalho (Chef des Generalsekretariats der Präsidentschaft) nach Altamira gereist war. Am Donnerstag (30.5.) verhandelte er vor Ort mit den Munduruku. Dabei wurde ein Treffen der Indios mit Minister Carvalho für Dienstag (4.6.) in Brasília vereinbart.

Daraufhin gaben die Munduruku die Haupteinfahrt der Baustelle für den Verkehr frei und garantierten, die Arbeiten nicht zu stören oder zu behindern. Sie bleiben aber weiterhin auf der Baustelle, um das Ergebnis in Brasília abzuwarten.


Agência Brasil, 31/05/2013
Dilma convoca ministros para discutir conflitos indígenas
A situação dos conflitos indígenas no país está sendo discutida em reunião convocada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada. Estão presentes os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Também participam o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes.

Ultimo Segundo, 31.5.2013
Índios invadem mais uma fazenda no Mato Grosso do Sul

Área ocupada durante a madrugada é parte de terra indígena tradicional, segundo estudo da Funai

O Globo, 31.5.2013 (mit Video)
Índios prometem desocupar canteiro de obras de Belo Monte após acordo
Na próxima terça-feira (4), os índios vão se reunir com Gilberto Carvalho.
Obras que estavam paradas desde segunda (27) devem ser retomadas hoje.

O Globo, 30/05/2013
Índios entram em acordo, mas não desocupam canteiro de Belo Monte
Reunião foi realizada com representante do Governo Federal, Nilton Tubino.
Manifestantes exigiram, porém, permanecer no canteiro de obras da usina.

Reuters, 31.5.2013
Obra em Belo Monte é retomada, índios permanecem em escritório
As atividades em um dos canteiros da hidrelétrica Belo Monte estão sendo retomadas nesta sexta-feira, depois de ficarem paralisadas por toda a semana diante da ocupação de indígenas que pedem para serem ouvidos previamente sobre a construção da usina e de outras grandes hidrelétricas.

CIMI, 30/05/2013
Belo Monte: manifestantes temem que situação termine como no MS e exigem retirada da polícia

Os 170 indígenas acampados há quatro dias na Usina Hidrelétrica Belo Monte exigem a retirada imediata da polícia da ocupação do canteiro. Os manifestantes temem que aconteça o mesmo que no Mato Grosso do Sul, onde uma ação de reintegração de posse na Terra Indígena Buriti terminou com a morte de um indígena Terena na manhã desta quinta-feira, 30.

O Globo, 31.5.2013
'Não somos cachorros', diz cacique ferido durante reintegração de posse
Conflito ocorreu em propriedade ocupada por índios em Sidrolândia, MS.
Indígena diz que terenas querem a terra e não são animais selvagens.

Agência Brasil, 30/05/2013
Cardozo diz que diálogo em Belo Monte não está encerrado e que confia no bom-senso

Donnerstag, 30. Mai 2013

Polizei soll Arbeiter zu Raufereien mit Indigenen animiert haben

Die Polizei nimmt einen Arbeiter auf der Baustelle Belo Monte fest, weil er mit den Indios Kontakt hatte. Foto: Waro Munduruku

Arbeiter, die auf der Baustelle Belo Monte in Baracken untergebracht sind, beschuldigen die Polizei, sie zu gewaltsamen Auseinandersetzungen und Raufereien mit den Munduruku-Indigenen, die seit 27.5. die Baustelle besetzen und den Betrieb still gelegt haben, animiert zu haben. In der Kantine sei ihnen zugeredet worden, sich Mut anzutrinken und dann auf die Indigenen los zu gehen, weil sie sie am Arbeiten hindern würden.
Laut Xingu Vivo wurden andere Arbeiter, die mit den Munduruku redeten und Kontakt hatten und somit die Besetzung billigten, verfolgt, beschimpft und sogar entlassen.


Das Baukonsortium Belo Monte wiederum ließ verlauten, dass die Indigenen das Hauptbüro besetzt halten und es mit Papier ausgelegt hätten, um es leichter in Brand zu setzen. Außerdem seien einige Lkw zum Gebäude gebracht und ebenfalls mit Papier umwickelt worden, um es anzuzünden, sollte die Polizei das Gelände stürmen und mit der Räumung beginnen. Löschfahrzeuge wurden in Position gebracht und die Polizei erhielt bereits Verstärkung.


Xingu Vivo, 30. Mai 2013
Trabalhadores acusam policiais de incitar operários à violência contra indígenas
Trabalhadores alojados no canteiro de obras da usina hidrelétrica Belo Monte, ocupado por indígenas desde segunda-feira, 27, acusam policiais de incitarem operários a entrarem em confronto com indígenas. Segundo relatos, alguns trabalhadores que tentavam diálogo com indígenas teriam sido perseguidos, espancados e demitidos.

O Globo, 30/05/2013
Índios ameaçam incendiar caminhões no canteiro de Belo Monte
Índios permanecem no local após término do prazo para desocupação.
Homens da Força Nacional estão no canteiro.

Folha, 30.5.2013
Índios ameaçam incendiar veículos em Belo Monte
O CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte), responsável pela construção da usina de Belo Monte (PA), informou que enviou nesta quinta-feira (30) dez caminhões-pipa ao canteiro em Vitória do Xingu, depois que um grupo de índios ameaçou atear fogo em três veículos e nas instalações da obra.

Mittwoch, 29. Mai 2013

Belo Monte: "Die Regierung bereitet eine Tragödie vor"



In einer Pressekonferenz erklärte Candido Waro, dass die indigenen Völker die Anordnung zur Rückgabe des Eingentums nicht befolgen werden. "Wir gehen dieses Mal nicht. Wir werden hier sterben, die Regierung wird uns alle töten", sagte der Munduruku-Führung in der Pressekonferenz. Er bekräftigte erneut, dass die Regierung die verfassungsrechtlich vorgeschriebene vorausgehende Konsultierung nicht erfüllt hat.

"Die Regierung bereitet eine Tragödie vor", sagt Paygomuyatpu Munduruku . "Wir gehen von hier nicht weg. Die Regierung hat ignoriert, beleidigt, gedemütigt, getötet". Für ihn ist klar, dass die Regierung versucht, diese Protestbewegung zu unterdrücken. " Sie hat schon einmal getötet und wird es wieder tun. Sie töten uns, weil wir gegen die Dämme sind"', erklärte er. Die Indigene waren empört, weil Minister Gilberto Carvalho im Interview von O Globo sagte, "nicht offiziell eingeladen worden zu sein".

Vorarlberger Nachrichten, 29.5.2013
Belo Monte: Indios besetzen die Baustelle

Kathpress, 29.5.2013
Brasilien: Konflikte um Belo-Monte-Baustelle halten an
Megastaudamm weiterhin von Indigenen besetzt - Bau-Konsortium fordert Regierungshilfe - Kirche mit Bischof Kräutler an der Spitze will Projekt weiterhin verhindern

Standard, 29.5.2013
Belo-Monte-Bauherren fordern Regierungshilfe wegen Indigenen-Protesten
Das für den Bau des brasilianischen Belo-Monte-Staudamms verantwortliche Konsortium befürchtet eine Eskalation der Gewalt zwischen Bauarbeitern und protestierenden indigenen Staudammgegnern. Die Bauherren sollen bereits vor zwei Wochen einen entsprechenden Brief mit der Bitte um Maßnahmen an vier Ministerien geschickt haben, berichtete Kathpress am Mittwoch unter Berufung auf brasilianische Medien.

Süddeutsche, 28.5.2013
Indigene besetzen Baustelle des Belo-Monte-Wasserkraftwerks
Aus Protest gegen das geplante Mega-Wasserkraftwerk Belo Monte im brasilianischen Amazonasgebiet haben Mitglieder der indigenen Bevölkerung die Baustelle besetzt. Sie forderten einen Dialog mit der brasilianischen Präsidentin Dilma Rousseff, hieß es am Montag (Ortszeit) in einem offenen Brief der Besetzer.

amerika21.de, 1.6.2013
Belo Monte: Indigene wollen sich Räumung widersetzen
Die rechte Wochenzeitschrift Veja titelte "Índios wollen Tumulte" und warf vor allem den führend an der Baustellenbesetzung beteiligten Munduruku vor, durch Nichtregierungsorganisationen finanziert zu werden. Mit Bussen seien die Munduruku 850 Kilometer aus dem Bundesstaat Mato Grosso kommend zum Staudamm Belo Monte gekommen. Der Tenor des Artikels: die Indigenen seien angestiftet worden und zu einem Staudamm gefahren, mit dem sie, die Munduruku, gar nichts zu tun hätten. Genau dies machten die Munduruku aber wiederholt klar: Belo Monte sei der Türöffner für alle weiteren, bis zu 60 im Amazonasgebiet geplanten Großstaudämme. Belo Monte sei der symbolhafte Ort des Geschehens, das Fanal für alle im Amazonasgebiet von Staudammprojekten betroffenen Indigenen.


8. Presseaussendung

Das Massaker ist angekündigt und nur die Regierung kann es verhindern


Wir halten die Baustelle Belo Monte besetzt. So verteidigen wir unser Land. Ein sehr altes Land, das schon immer uns gehört. Einen Teil davon habt ihr uns bereits genommen. Ein weiteres STück wollt ihr uns jetzt wegnehmen. Wir werden das nicht zulassen.

Ihr werdet kommen, um zu töten. Und wir werden bleiben, um zu sterben. Wir gehen nicht ohne eine Anhörung.

Die Bundesregierung hat ein Massaker gegen die indigenen Völker angekündig, wir sind hier 170 Krieger, Frauen, Kinder sowie Anführer und Schamanen. Dieses Massaker wird durch die Händen der Polizei, der Funai und der Justiz passieren.

Ih habt in Teles Pires schon einmal getötet, und ihr werdet es wieder tun, wenn es euch dient. Ihr tötet, weil wir gegen Staudämme sind. Wir wissen, wozu ihr fähig seid.

Wer den Antrag stellte, um uns zu töten, ist der Konzern Norte Energia, hinter dem die Regierung und Unternehmer stehen. Er suchte beim Bundesrichter um Genehmigung an, dass die Polizei uns schlagen und notfalls auch töten darf. Sollte jemand von uns sterben, trift euch alle die Schuld.

Keine weitere Gewalt. Hört auf uns zu bedrohen. Wir wollen unseren Frieden und ihr wollt euren Krieg. Hört auf, uns in der Presse zu verleumden, dass wir Arbeiter und Busse entführen und Aufruhr verursachen. Alles ist ruhig bei der Besetzung, außer die Polize, geschickt von der Justiz, die wiederum geschickt von Norte Energia, und die von der Regierung gesendet. Ihr demütigt uns, schüchtert uns ein, klagt uns an, schreit mit uns und tötet uns, wenn ihr nicht wisst, wass ihr tun sollt.

Wir fordern die Aussetzung der Anordnung zur Rückgabe des Eigentums. Bis Donnerstagmorgen, 30. Mai 2013, muss die Regierung hierher kommen und uns anhören. Ihr kennt bereits unsere Agenda. Wir fordern die Aussetzung der Arbeiten und Studien von Dämmen auf unserem Land. Und zieht die nationalen Streitkräfte ab! Das Land gehört uns. Wir haben schon genug Land verloren.

Ihr wollt uns weich und und zahm sehen, euer Zivilisation unterworfen, ohne zu schreien. Aber in diesem Fall wissen wir, dass ihr uns lieber tot sehen möchtet, weil wir aufschreien und lautstark unsere Rechte einfordern.

Baustelle Belo Monte, Vitória do Xingu, Pará, 29. Mai 2013

Quelle: Blog da Ocupação

CIMI, 29.5.2013
Belo Monte: "O governo está preparando uma tragédia", afirmam indígenas

Folha, 29.5.2013
Índios prometem manter ocupação de usina de Belo Monte
O líder da acupação indígena em Belo Monte, Valdenir Munduruku, afirmou nesta quarta-feira (29) queas cerca de 200 pessoas não cumprirão a nova determinação da Justiça que vence logo mais às 14h. Em tom de ameaça, ele disse que o movimento aguarda ser recebido pelo governo. "Nós vamos dar um prazo até amanhã de manhã para que o governo nos receba.

YouTube, 29.5.2013
Belo Monte: Indignados, indígenas rasgam mandado de reintegração de posse

TV-Globo, 29.5.2013
Continua a ocupação de índios em canteiro de Belo Monte

Regierung verweigert Verhandlung und Justiz lässt den Indios 24 Stunden für den Abzug

Die Regierung bleibt gegenüber den Indios Mundurucu, die seit Montag (27.5.) die Baustelle Belo Monte besetzt halten, hart und lehnt Verhandlungen ab. Minister Carvalho wirft ihnen wirtschaftliche Interessen und illegalen Betrieb von Goldgruben vor.

Die Justiz gab dem Ansuchen des Betreiberkonsortiums zur Räumung der Baustelle statt und erlaubt den Einsatz der Polizei. Den Indios wird eine Frist von 24 Stunden zum Abzug eingeräumt. Als Bußgeld ist eine tägliche Strafe von R$ 50.000 vorgesehen.

Die Indigenen lehnen diese Vorgangsweise ab. Dieses Mal sind sie fest entschlossen zu bleiben und wollen nicht wegen der richterlichen Verfügung abziehen. Sie fordern weiterhin ein Gespräch mit der Regierung. Außerdem beklagen sie, dass die Baustellenleitung Wasser und Strom abgedreht hat und die Bedingungen schwierig sind.

Die Situation ist äußerst angespannt.

Die Munduruku erhielten Unterstützung vom Volk der Ka'apor aus Maranhão, deren Gebiete dort von Fazendeiros und illegalen Holzhändlern invadiert werden. Sie klagen die Säumigkeit der Justiz und der Regierung an, die bisher icht eingeschritten sind.



Folha, 28/05/2013
Planalto tem relação tensa com índios que invadiram Belo Monte
Protagonistas da segunda invasão em menos de um mês às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), índios mundurucu se tornaram uma espécie de inimigo do governo federal em relação à questão indígena.

O Globo, 28/05/13
Justiça determina saída dos índios de canteiro de obras de Belo Monte
O consórcio construtor da usina hidrelétrica de Belo Monte divulgou que a justiça federal determinou a saída dos índios que ocupam o canteiro de obras. Segundo a Norte Energia, o juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes, da Subseção Judiciária Federal de Altamira (Pará),  determinou a reintegração de posse do canteiro Belo Monte, com um prazo de 24 horas para que a Funai providencie uma saída pacífica e voluntária dos cerca de 140 índios da etnia munduruku que desde a madrugada de 27 de maio ocupam o local.Segundo a empresa, a decisão da justiça prevê multa diária de R$ 50 mil aos participantes da ocupação e à Funai em caso de não desocupação. Também foi pedido que a Polícia Federal apure se houve a participação de não índios durante a ocupação.

O Globo, 28.5.2013
Juiz de Altamira determina saída de índios do canteiro de Belo Monte
Sérgio Guedes concede prazo de 24h para Funai negociar desocupação.
Índios pedem presença de representantes do Governo Federal.

Cimi/Xingu Vivo, 28/05/2013
Belo Monte: Justiça determina reintegração de posse com uso de força policial
A Justiça Federal de Altamira determinou nesta terça-feira, 28, que seja realizada a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira (PA). Ocupada desde ontem por 170 indígenas que reinvindicam a suspensão de obras e estudos de hidrelétricas na Amazônia, o principal trecho da barragem está com os trabalhos parados pela segunda vez no mês.
Um oficial da Justiça Federal esteve no canteiro para entregar o documento da reintegração aos manifestantes. A leitura do documento não causou espanto aos indígenas, que rasgaram o documento na frente do oficial, de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de cerca de 40 homens da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Tropa de Choque, Rotam e Polícia Civil. Depois eles dançaram e cantaram.
O juíz Sérgio Wolney Guedes, da comarca de Altamira, deu um prazo de 24 horas para que os indígenas saiam pacificamente da obra. Os indígenas afirmam que não sairão por ordem judicial, e exigem a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República.

Blog da Ocupação, 30.5.2013
Povo Ka’apor, do Maranhão, se solidariza à luta do povo Munduruku e outros povos indígenas, contra Belo Monte

Blog da Ocupação, 30.5.2013
Madeireiros e fazendeiros destroem Terra Indígena Alto Turiaçu do Povo Ka’apor.
No Maranhão, governo do Estado e o governo federal são omissos na defesa dos territórios indígenas. Madeireiros e fazendeiros destroem Terra Indígena Alto Turiaçu do Povo Ka’apor.

Dienstag, 28. Mai 2013

6. Presseerklärung der Besetzer von Belo Monte: Wir sind zurück gekehrt!


"Richter - bevor ihr eine Entscheidung trefft, respektiert die Verfassung!"

6. Presseerklärung

An die Bundesregierung: Wir sind zurück gekehrt!

Wir sind Indigene vom Volk der Munduruku, Xipaya, Kayapó, Arara und Tupinambá. Wir leben vom Fluss und vom Wald und wir lehnen deren Zerstörung ab. Ihr kennt uns bereits, aber jetzt sind wir mehr.


Die Regierung hatte uns
bei der letzten Besetzung öffentliche Anhörungen versprochen,  sollten wir die Baustelle verlassen. Wir gingen friedlich - weil wir nicht eure Blßstellung wegen eines Polizeieinsatzes wollten. Trotzdem wurden wir nicht angehört. Die Regierung hat uns nicht empfangen. Wir haben Minister Gilberto Carvalho eingeladen, aber er kam nicht.

Warten und Einladen führen zu nichts. Deshalb haben wir erneut eure Baustelle besetzt. Wir wollten eigentlich nicht mehr zu diesen Wüsten und Betonlöchern zurückkehren. Es bereitet uns kein Vergnügen, unsere Häusern und unser Land zu verlassen und Hängematten an euren Gebäuden aufzuhängen. Aber wir mussten kommen! Wenn wir nichts unternehmen, werden wir unser Land verlieren.

Wir wollen die Aussetzung der Studien und des Baus von Dämmen, die unsere Territorien überfluten und den Wald in der Mitte durchschneiden, die Fische töten und die Tiere verscheuchen, die den Fluss und das Land zur Ausbeutung der Bodenschätze vorbereiten. Sie bringen immer mehr Unternehmen und Holzhändler, mehr Konflikte, mehr Prostitution, mehr Drogen, mehr Krankheiten, mehr Gewalt.

Wir fordern unser Recht ein, das in der Konstitution und in internationalen Verträgen garantiert ist: eine Anhörung vor Baubeginn. Dies ist nicht geschehen hier in Belo Monte, es ist nicht geschehen in Teles Pires und es geschieht nicht am Rio Tapajós. Es kann nicht sein, dass ihr weiterhin wiederholt, dass wir Indios konsultiert wurden. Jeder weiß, dass dies nicht wahr ist.

Die Regierung muß endlich damit aufhören, über uns in Aussendungen und Interviews Lügen zu verbreiten und uns als Kinder, Naive, Unverantwortliche und Manipulierte zu betrachten. Wir sind wir, und die Regierung muss sich damit abfinden. Und der Presse nicht vorlügen, wir würden gegen die Arbeiter kämpfen: sie sind mit uns solidarisch! Gestern haben wir uns in einer Aussendung an sie gerichtet! Hier auf der Baustelle spielen wir Fußball. Beim letzten Mal sagte uns eine Arbeiterin, der wir Ketten und Armbänder geschenkt haben, beim Abschied: "Ich werde euch vermissen".

In unserem Kampf werden wir von vielen Indigenen unterstützt: von der gesamten Region des Xingu, von den Kayapó, den Tupinambá, den Guajajara, Apinajé, Xerente, Krahô, Tapuia, Karajá-Xambioá, Krahô-Kanela, Avá-Canoero, Javaé, Kanela do Tocantins und Guarani. Und die Liste wächst ständig. Wir haben die Unterstützung der nationalen und internationalen Zivilgesellschaft, und das stört euch sehr. Ihr steht allein da mit euren Wahlkampf-Spendern und jenen Unternehmen, die an Verwüstungen und an Geld interessiert sind.

Wir haben eure Baustelle wieder besetzt - wie oft müssen wir das noch tun, bis ihr euer eigenes Gesetz erfüllt? Wie viele Strafen wegen Vergehen, Bußgelder und Räumungsbescheide wegen Besitzstörung werden noch nötig sein, bis wir angehört werden? Wie viele Gummikugeln, Bomben und Tränengas wollt ihr noch einsetzen, bis ihr einseht, dass ihr falsch liegt? Oder werdt ihr wieder mit Erschießungen beginnen? Wie viele Indos wollt ihr noch töten, wie unseren Stammesbruder Adenilson Munduruku vom Dorf Teles Pires, nur weil wir keinen Staudamm wollen?

Und schickt nicht die Nationalen Streitkräfte, die für euch verhandeln sollen. Wir wollen mit der Regierung reden. 


Baustelle Belo Monte, Altamira, 27 Mai 2013

Quelle: CIMI, 27.5.2013
"Governo federal, nós voltamos", diz carta de indígenas que ocupam canteiro da UHE Belo Monte





Aussendung der Besetzer an die Arbeiter des Kraftwerks Belo Monte

Das Baukonsortium Belo Monte (CCBM) verbreitet gegenüber der Regierung und der Presse, dass wir Feinde sind, wir Inder und ihr Arbeiter von Belo Monte. Das Konsortium sagte am Donnerstag für die Zeitung O Globo, dass wir und ihr wie Wilde sind und dass wir uns gegenseitig umbringen werden. Dies ist absurd und voreingenommen.

Wir kommen von weit her, und viele von euch sicd auch aus der Ferne gekommen. Wir haben vieles gemeinsam. Wir spielten zusammen Fußball auf der Baustelle.

Wir kennen eure Probleme aus der Zeit der dersten  Besetzung, als viele Arbeiter zu uns gekommen sind, um uns die Probleme zu erzählen. Deshalb sagen wir: Wir wollen eure Anliegen unterstützen. Unsere Forderungen und eure Ansprüche möchten wir gemeinsam vorbringen.

Wir wissen, dass das Unternehmen einfach jemanden bezahlen könnte, um mit uns einen Streit anzufangen. Aber wir sind mit friedlichen Absichten den Arbeitern gegenüber gekommen und schlagen vor, dass wir uns verbünden sollten.

Wir Indigene, ihr Arbeiter und die Bewohner der Stadt - wir alle leiden am selben Übel. Wenn wir uns zusammen schließen, werden sie uns hören müssen.

Wir wollen gemeinsam mit euch verhandeln und weiter vorgehen. 

Saweh! 26. Mai 2013

Quelle: Ocupação Belo Monte, 27.5.2013
Carta aos trabalhadores do CCBM 
[Estamos tentando distribuir esta carta em forma de panfleto aos trabalhadores do canteiro. A Força Nacional está impedindo, inclusive está recolhendo nosso material. Os trabalhadores ficaram bravos com a polícia, porque eles querem dialogar conosco e ler nossa carta. Nós temos medo que o Consórcio Construtor incite um grupo de trabalhadores infiltrados a criar intrigas, por isso é importante que todos divulguem esse material]

Folha, 28.5.2013
Construtor de Belo Monte vê risco de conflito entre trabalhadores e indígenas
O CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte) encaminhou, há duas semanas, cartas a quatro ministérios do governo Dilma alertando para o aumento do risco de um conflito entre trabalhadores da usina e indígenas.
A principal preocupação é que a sequência de ocupações possa gerar conflitos entre os trabalhadores alojados e os indígenas. A situação na região é classificada como "extremamente tensa".

O Globo, 27.5.2013
Índios pedem diálogo com presidente Dilma para deixar Belo Monte
Em carta aberta, manifestantes criticaram postura do Governo Federal.
Norte diz que índios desobedecem decisão judicial ao retornar ao canteiro.

Kräutler: "Rom hat keine Ahnung davon, was hier los ist"

Erwin Kräutler, Bischof am Xingu

Interview in Christ&Welt, 22/2013
"Rom hat keine Ahnung davon, was hier los ist"
Der brasilianische Bischof Erwin Kräutler freut sich über den neuen Wind in der Weltkirche und hofft darauf, in Zukunft mehr selbst entscheiden zu dürfen

Montag, 27. Mai 2013

Zweite Besetzung von Belo Monte in diesem Monat

Indios vom Volk der Munduruku von Rio Tapajós besetzten zum zweiten Mal in diesem Monat die Baustelle von Belo Monte. Aus Sicherheitsgründen stellt das Baukonsortium Belo Monte (CCBM) die Tätigkeiten auf der Baustelle ein. Davon betroffen sind 3.500 Arbeiter; insgesamt sind derzeit 23.000 beschäftigt.

Die Indios fordern eine sofortige Einstellung der Arbeiten für das Kraftwerk Belo Monte, solange es keine öffentlichen Anhörungen der betroffenen indigenen Völker gegeben hat, wie sie in der ITO-Konvention 169 vorgesehen sind.

Zuvor besetzten sie gemeinsam mit anderen indigenen Gemeinschaften am 2. Mai die Baustelle und mussten per richterlicher Verfügung nach acht Tagen das Feld räumen.


Indígenas voltam a invadir canteiro em hidrelétrica Belo Monte
SÃO PAULO, 27 Mai (Reuters) - Indígenas voltaram a ocupar canteiro de obras na hidrelétrica Belo Monte (PA) nesta segunda-feira paralisando as atividades no local na segunda ocupação deste mês.
Cerca de 140 indígenas da etnia Munduruku ocupam o canteiro Sítio Belo Monte, segundo a Norte Energia, empresa responsável pela usina. O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) explicou que as atividades de 3.500 funcionários que trabalham no local foram suspensas por motivos de segurança. No total há 23 mil trabalhadores atuando nas obras da usina do rio Xingu.
Os índios pedem que as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte e os estudos para a construção das usinas no Rio Tapajós sejam suspensos até que as consultas prévias aos povos indígenas sejam realizadas, informa nota no site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Folha de S.Paulo, 27/05/2013
Índigenas do Tapajós voltam a invadir Belo Monte
Índios da etnia Munduruku invadiram nesta madrugada (27), pela segunda vez em menos de um mês, o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu (PA).
Segundo a Norte Energia, empresa responsável pela usina, 140 indígenas ocuparam o canteiro onde está sendo construída a barragem principal. Este é o 91º dia, em dois anos de obras, em que ocorre alguma paralisação no canteiro.

O Globo, 27/05/2013
Indígenas voltam a ocupar sítio Belo Monte, em Vitória do Xingu, PA
Índios reivindicam consulta prévia dos impactos da Usina de Belo Monte.
Grupo diz que só desocupa terras após negociação com o Governo Federal.

Altamira Hoje, 27.5.2013
Lideranças Mundurukus voltam a ocupar sítio Belo Monte em Vitória do Xingu.

O Estado de S.Paulo, 31.5.2013
Belo Monte para de novo
Não bastassem os inúmeros obstáculos que enfrentou antes de seu início e continua a enfrentar, o que vem elevando seu custo, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, foi escolhida como refém preferencial de índios que se opõem a esta e a outras usinas ainda em estudo. As frequentes interrupções das obras, por ações dos indígenas ou por greves, impõem custos adicionais e deixam dúvidas sobre o cumprimento do cronograma, que prevê o início da geração em fevereiro de 2015.

Donnerstag, 23. Mai 2013

Antrag auf Annulierung der Baugenehmigung für Belo Monte abgelehnt

Das Ansuchen der Bundesstaatsanwaltschaft von Pará um Annulierung der von IBAMA erteilten Baulizenz und damit verbunden die Einstellung der Bautätigkeiten am Staudamm Belo Monte aufgrund der Nichteinhaltung von Umweltauflagen und der Beeinträchtigung von indigenen Gemeinschaften wurde in erster Instanz abgelehnt.
Die Generalanwaltschaft des Bundes (AGU) wiederholte, dass die Vorgaben eingehalten, die Umweltauflagen erfüllt und von der Umweltbehörde IBAMA kontrolliert werden.

Die Staatsanwaltschaft kann innerhalb von 30 Tagen gegen das Urteil berufen.
Betroffene vor Ort beklagen jedoch immer wieder, dass im Hinblick auf die starkte Zuwanderung in der Region von Altamira keine entsprechenden Infrastukturmaßnahmen geschaffen werden.

Agência Brasil, 22/05/2013
Justiça Federal no Pará assegura legalidade de licenciamento ambiental de Belo Monte
Brasília - A Justiça Federal no Pará considerou que o licenciamento ambiental para construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, cumpriu todas as exigências ambientais. Com a decisão, ainda em primeira instância, fica assegurada a legalidade da liberação para construção da usina.
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a anulação de licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), alegando que a obra afetaria as terras indígenas de Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Juruna. Para o órgão, a atividade da usina provocaria a diminuição da possibilidade de navegação no Rio Xingu, da pesca e de rituais das comunidades indígenas e ribeirinhas da região.
A Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que foram estabelecidas no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) medidas de proteção e compensatórias para minimizar os impactos sobre o modo de vida tradicional da população. Segundo a AGU, o Ibama estabeleceu regras para o monitoramento do ciclo hidrológico do rio, das variações sazonais e do comportamento das espécies de peixes nativas para evitar prejuízos de maiores proporções aos recursos hidrológicos da região.
O MPF tem 30 dias para recorrer da decisão, mas informa que está analisando as medidas que irá tomar.

AGU, 22.5.2013
ANEEL na mídia: Advocacia-Geral demonstra mais uma vez legalidade do licenciamento ambiental da Usina de Belo Monte
A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou, na Justiça Federal do Pará, que o licenciamento ambiental para construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no leito do Rio Xingu cumpriu todas as exigências ambientais. Com essa decisão foi assegurada a legalidade da liberação para construção da Usina.
Decisão
A 9ª Vara da Seção Judiciária do Pará acolheu os argumentos da AGU ao declarar improcedentes as alegações do Ministério Público que solicitava a anulação do Licenciamento Ambiental que autoriza a construção da Usina de Belo Monte.
A Justiça Federal reconheceu que o Ibama realizou audiências públicas e levou em consideração as preocupações da sociedade civil para impor obrigações ambientais em favor da população local, e ressaltou que os princípios da precaução e prevenção que regem as questões ambientais foram considerados no licenciamento do empreendimento.
Atuaram no caso, a Procuradoria-Geral Federal (PGF), Procuradoria-Geral da União (PGU), Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1), Procuradoria-Regional da União da 1ª Região (PRU1), Procuradorias da União e Federal no Pará (PU/PA e PF/PA), Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama (PFE/Ibama), Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (PF/Aneel), Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Águas (PF/ANA) e a Consultoria Jurídica do Ministério das Minas e Energia (Conjur/MME).

Mittwoch, 22. Mai 2013

Polizei beschlagnahmt Fotoausrüstung von CIMI-Reporter


Während der Räumung der Fazenda Buriti in Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, die seit einer Woche von Indigenen vom Volk der Terena besetzt wurde, beschlagnahmte am Samstag (18.5.) Alcídio de Souza Araújo, Chef der Bundespolizei von Mato Grosso, die Ausrüstung des CIMI-Journalisten Ruy Sposati. Dies geschah ohne richterliche Anordnung und deshalb illegal.

600 Familien Terena sollen per gerichtlicher Verfügung aus dem Gebiet umgesiedelt werden. Zur Räumung der Fazenda war ein enormes Aufgebot an Bundespolizei, Spezialeinheiten und Verkehrspolizei im Einsatz.

Da die Indios Gewaltanwendung seitens der Fazendeiros oder der Polizei befürchteten, baten sie NGOs um Unterstützung. Ein breites Bündnis war deshalb erschienen, um den Ablauf der Räumung zu beobachten. So konnte auch jene illegale Handlung des Polizeichefs an Sposati gefilmt werden. Weiters gab es eine gemeinsame Solidaritätserklärung sowie die Forderung nach Pressefreiheit.



FOAR, 21/05/2013
Delegado da PF responderá a inquérito por apreender equipamentos de jornalista
O delegado Alcídio de Souza Araújo, da Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, responderá a inquérito interno pela apreensão irregular de equipamentos do jornalista Ruy Sposati no sábado, dia 18, durante ação de desocupação de indígenas Terena em uma fazenda em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul. Sem apresentar ordem judicial ou dar explicações, o policial determinou a apreensão de um computador, um gravador e lentes para câmara fotográfica, todos retirados da mochila do profissional. O jornalista fazia a cobertura para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização que acompanha questões indígenas.

Xingu Vivo Blog, 21.5.2013
Nota pública em solidariedade ao jornalista Ruy Sposati e em repúdio a atitude arbitrária do delegado da Polícia Federal, Alcídio de Souza Araújo.
O Fórum da amazônia Oriental (FAOR) e o Comitê Metropolitano Xingu Vivo (CMXV), vem a público externar suas preocupações quanto aos últimos acontecimentos ocorridos no Estado do Mato Grosso do Sul, que envolveram o jornalista do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Ruy Sposati, em pleno exercício legal de sua profissão, e o delegado da Polícia Federal, Alcindo de Souza Araújo, em um momento de claro abuso de autoridade.

O Globo, 16/05/2013
Indígenas têm até sábado para deixar fazenda em Sidrolândia, MS
Equipes da Polícia Federal estão na propriedade para garantir segurança.
Quatro fazendas estão ocupadas no município, de acordo com a Funai.

Samstag, 18. Mai 2013

Vom Staudamm Belo Monte Betroffene hinterfragen Umsiedlungspolitik


Familien, die wegen des Baues des Wasserkraftwerks Belo Monte umgesiedelt werden müssen, kritisieren die von Norte Energia vorgesehenen Maßnahmen.

Dona Maria da Graça lebt seit 17 Jahren mit ihrer Familie in Altamira am Ufer des Xingu und betreibt dort einen Laden, wo sie unter anderem Fische verkauft. Wie viele andere Familien muss sie ihr Haus räumen, weil es durch den Staudamm überschwemmt werden wird, ohne jedoch zu wissen, was geschehen soll.

Eine der Umweltauflagen sieht 36 Veranstaltungen für das Betreiberkonsortium Norte Energia mit den vom Staudamm Betroffenen vor. Bei einer solchen Veranstaltung in Altamira beklagte Dona Maria ihr Schicksal, und dass sie noch immer nicht wisse, ob sie eine Ablöse oder eine neue Wohnung mit Verkauftsstand bekommt oder überhaupt nichts.

Dabei wurde das Versprechen von Norte Energia, den Betroffenen "Häusern aus Beton" zu machen, besonders belächelt und hinterfragt. "Diese Bauweise ist hier nicht üblich und wenn dann nur bei den ganz Reichen", sagte José da Silva vor den Vertretern von Norte Energia.

Die Überflutungen durch den Staudamm Belo Monte betreffen mindestens 40.000 Menschen in der Region von Altamira, die den Platz räumen müssen. Von Anfang an wird die Umsiedlungs- und Enteigungspolitik seitens des Betreiberkonsortiums heftig kritisiert.

O Globo, 17.5.2013
Famílias que serão remanejadas em Belo Monte questionam empresa
Forma com que a Norte Energia conduz a mudança é alvo de críticas.
Empresa diz que população vai conhecer moradia com antecedência.
As famílias que serão remanejadas em função das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, na região oeste do Pará, estão questionando a forma com que a Norte Energia vem conduzindo a forma de mudança para novas áreas.

Donnerstag, 16. Mai 2013

Bischof Erwin Kräutler im RadioKulturhaus: "Gebe nicht auf"


RadioKulturhaus, 16. Mai 2013, 18:30 Uhr
Im Zeit-Raum: Im Kampf für Amazonien

Bischof Erwin Kräutler spricht mit Johannes Kaup über seinen Kampf für Gerechtigkeit und Menschenwürde, seine Motive, seinen Lebensweg und die aktuelle Situation seines Einsatzes gegen das Staudamm-Projekt Belo Monte.

HINWEIS:
Das Gespräch wird am 24. Juni 2013 um 16 Uhr auf Ö1 übertragen.

Der Standard, 17.5.2013
Belo-Monte-Staudamm: Kräutler wirft Brasilien Verfassungsbruch vor

Bevölkerung sei nicht entsprechend angehört worden - Menschen würden Folgen des Projekts "vielleicht physisch überleben, aber kulturell gehen sie zugrunde"

Belem/Wien/Graz - Der aus Vorarlberg stammende Bischof der Amazonas-Diözese Xingu, Erwin Kräutler, wirft der brasilianischen Regierung im Zusammenhang mit dem Bau des Belo-Monte-Staudamms Verfassungsbruch und Rechtsverletzungen vor. Rund 40.000 Menschen, vorwiegend Angehörige indigener Minderheiten, würden Lebensraum und -grundlage verlieren, kritisierte Kräutler am Donnerstagabend im Wiener ORF-Radiokulturhaus. Internationale Konzerne wie die steirische Andritz, die am Kraftwerksbau mitarbeiten, hätten sich über die Zerstörungen und Probleme nicht ausreichend informiert.

Der indigenen Bevölkerung Brasiliens steht laut Verfassung das Recht zu, bei Projekten, die ihren Lebensraum betreffen, angehört zu werden, so Kräutler. Allerdings sei das nicht eingehalten worden, wodurch die Verfassungsgesetze verletzt worden seien.

Auch in Umweltfragen handle Brasiliens Regierung nicht gesetzeskonform, da viele Auflagen schlicht nicht erfüllt worden seien. Derzeit sind bei Gericht noch Dutzende Verfahren anhängig, doch sind die Staatsgewalt und die Justiz in Brasilien nach Meinung Kräutlers so eng verflochten, dass höherrangige Instanzen oft Gerichtsurteile im Sinne der Regierung aufheben würden. Daher könne man Brasilien in diesem Zusammenhang nicht als "Rechtsstaat" sehen, meinte der Geistliche, der bereits um einen Termin beim brasilianischen Höchstrichter angesucht hat.

Kräutler: "Gebe nicht auf"

"Ich habe Beweise dafür", sagte der Bischof, der nach Morddrohungen und einem missglücktem Anschlag in Brasilien nur mit einer Security-Eskorte unterwegs ist. "Solange die Verfahren laufen, gebe ich nicht auf." Zwar seien die Bauarbeiten schon so weit fortgeschritten, dass massive Schäden nicht mehr rückgängig gemacht werden könnten. Es sei aber immer noch sein Ziel, das Projekt zu stoppen.

Das geplante Wasserkraftwerk habe mit sauberer Energie nichts zu tun, vielmehr wäre die indigene Bevölkerung bedroht, wenn sie aus ihrem Lebensraum etwa in Containersiedlungen umgesiedelt würden: "Das ist menschenunwürdig. Ihnen wird die Lebensgrundlage entzogen, sie haben keine Berufe erlernt, viele ergeben sich dem Suff."

"Menschen gehen zugrunde"

Oft werde argumentiert, dass die Dörfer der Indios ohnehin nicht geflutet würden, meinte Kräutler. In Wahrheit sei aber eben das Gegenteil das Problem. Da der Xingu-Fluss in einen Kanal umgeleitet werden soll, würde eine rund 100 Kilometer lange Flussschleife austrocknen. "Die Menschen haben dann kein Wasser mehr, aber sie leben ja vom Fischfang. Für sie wäre das der Todesstoß. Sie werden das vielleicht physisch überleben, aber kulturell gehen sie zugrunde."

Es sei im Zusammenhang mit den Indigenen auch ein Irrtum zu glauben, den Verlust ihres Lebensraums mit Geld- oder Sachentschädigungen wettmachen zu können. Die Menschen würden zwar mit Geld gefügig gemacht, letztlich aber doch untergehen. "Ich nenne das Auricid", meinte der gebürtige Vorarlberger in Anspielung auf das lateinische Wort Aurum (Gold).

Daher sei er auch vom früheren Präsidenten Luiz Inacio Lula da Silva enttäuscht worden, der trotz anderslautender Versprechungen letztlich die Umwelt und die Rechte der Indios dem Fortschritt geopfert habe. "Für mich ist Fortschritt aber nur dann gegeben, wenn sich die Lebensverhältnisse der Menschen verbessern."
Kritik an Andritz

Die Firma Andritz soll für das Kraftwerk die Turbinen liefern. Diese berufe sich darauf, dass das Projekt nach brasilianischem Umweltrecht genehmigt sei und Arbeitsplätze biete, so Kräutler. Es habe sich aber niemand die Mühe gemacht, sich die Umstände an Ort und Stelle anzuschauen: "Die riesigen Firmen hätten Abordnungen schicken sollen. Wir hätten den Leuten schon gezeigt, was los ist. Sie hätten sogar das Glück gehabt, dass der Bischof Deutsch spricht und sie keinen Dolmetscher brauchen."


„Unsere Zukunft wird weggespült“
Bischof Erwin Kräutler setzt sich für den Lebensraum der Indios ein
SALZBURG / XINGU (eds/ib – 19. 5. 2013) / Der Stausee Belo Monte verdrängt 40.000 Menschen aus ihrem Lebensraum. Was ist das schon im Verhältnis zu 200 Millionen Brasilianern? „So argumentieren sie in der Hauptstadt. Für mich haben alle diese Menschen ein Gesicht“, betont Dom Erwin Kräutler. Direkt an seinem Bischofssitz in Altamira fließt der Xingu vorbei. „Den indigenen Völkern ist dieser Fluss heilig.“ Die so genannte zivilisierte Welt zerstört ihn.
Dom Erwin ist „empört über all die Ausbeutung und Plünderung der Menschen und ihrer Mit-Welt“. Er lebt und wirkt seit beinahe 50 Jahren in Brasilien. SEI SO FREI, die entwicklungspolitische Aktion der Katholischen Männerbewegung in Salzburg und in Feldkirch, ist ein treuer Wegbegleiter. In den vergangenen Jahren konzentrierte sich die Unterstützung auf das Haus für Mutter und Kind und das Refúgio. Vor kurzem überzeugten sich die Referenten bei einer Projektreise davon, „wie Spenden aus Österreich Lebenschancen schenken“.
Mit dem Refúgio hat der Bischof dem „armen Volk Gottes am Xingu“ eine Zufluchtsstätte geschaffen. „Patienten, die in Altamira keine Verwandten haben, bei denen sie bleiben können, erhalten ein Dach über dem Kopf und Verpflegung. Mitarbeiterinnen begleiten sie zu Arzt und Behörden.“ Tag und Nacht klopfen Kranke an. Sr. Zélia, die Leiterin, und Sr. Jandira kümmern sich mit einem 15-köpfigen Team um die hier gestrandeten Frauen und Männer. Sie bleiben im Durchschnitt 20 Tage. Wer dazu in der Lage ist, zahlt einen geringen Beitrag. Die meisten können nicht einmal zehn Reais aufbringen, das sind umgerechnet vier Euro. Lucenildo ist einer von ihnen. Er greift sich mit schmerzverzerrtem Gesicht an sein Bein. „Die Nerven sind verletzt, es wird einfach nicht besser.“ Ein Schlagloch wurde ihm und seinem Zweirad zum Verhängnis.
Auch der Leidensweg des sechsjährigen Pedro ist noch nicht zu Ende. Ob er je wieder einem Fußball hinterherjagen kann? Der Bub saß bei seinem Onkel am Moped und trug bei einem Unfall einen Ober- und Unterschenkelbruch davon. Pedro pendelt nun zwischen Krankenhaus und Refúgio. „Vor ihm liegt eine langwierige Physiotherapie“, blickt Sozialarbeiterin Sonia auf den kleinen Dauergast und erzählt von dem nicht abreißenden Strom an neuen Patienten. Das Haus mit 60 Betten sei ständig überbelegt.
Wie Belo Monte den Alltag prägt, davon berichtet P. Michael Rhode. Am Haus der Missionare vom Kostbaren Blut donnern schon frühmorgens die LKW- und Buskolonnen vorbei. In einem Gebäude seiner Pfarre Perpétuo Socorro ist eine Art Refúgio-Nebenstelle eingerichtet. „Rund 30 Leute können in unserem Haus der Hilfe leben“, erzählt der aus Paderborn gebürtige Ordensmann.

Multinationale Gewinner, einheimische Verlierer
Schon in den 70er Jahren wollte die brasilianische Regierung die als Volta Grande bekannte Schleife des Xingu für ein Wasserkraftwerk nutzen. Damals landeten die Pläne aufgrund der Proteste und des Geldmangels in der Schublade. Im Frühjahr 2013 graben die Bagger trotz fehlender Genehmigungen jeden Tag weiter tief in den Urwaldboden hinein, um den drittgrößten Staudamm der Welt fertigzustellen. Das 11.000-Megawatt-Kraftwerk ist längst zum Prestigeprojekt für Präsidentin Dilma Rousseff geworden. Ein 50 Kilometer langer Damm soll den Verlauf des Xingu umlenken. 2015 soll Belo Monte das erste Mal Strom erzeugen.
29 Milliarden Reais, rund 11 Milliarden Euro kostet die Anlage. Andritz ist mit einer Auftragshöhe von etwa 330 Millionen Euro dabei und liefert Turbinen und Generatoren. Auf der Homepage gibt das steirische Unternehmen ein Bekenntnis zur Nachhaltigkeit ab, das in der Praxis anscheinend doch nicht so viel zählt. „Die Profiteure sind brasilianische und internationale Großkonzerne. Für die zählt nur der Gewinn“, bringt es Bischof Erwin Kräutler auf den Punkt.
Auf der Seite der „Verlierer“ treffen sich Flussbewohner, Fischer und Kleinbauern. „Norte Energia verspricht alles Mögliche. Sie wollen die Leute nur ruhig stellen. Wenn sie bauen, scheren sie sich nicht mehr um uns“, macht sich ein Aktivist bei der Protestbewegung Xingu Vivo Para Sempre Luft. Sprecherin Antônia Melo mahnt die Mobilisierung der Betroffenen ein. Immer wieder werden Straßensperren oder Baustellen-Besetzungen organisiert. Ein Totalstopp von Belo Monte ist aber unwahrscheinlich. Doch der Protest geht weiter – auch um weitere Staudämme zu verhindern.

Mittwoch, 15. Mai 2013

Laut Studie wird die Stromerzeugung in Belo Monte durch Abholzung verringert


Der Schutz des Regenwaldes Amazoniens bedeutet nicht nur den Erhalt der Artenvielfalt in Flora und Faune. Ein intakter Regenwald hat auch klimatische Auswirkungen, er bringt viele Niederschläge und füllt die Flüsse. Das ist für die Energieerzeugung durch Waserkraftwerke sehr wichtig. Je mehr Wald also vorhanden ist, desto größer ist die Kapazität eines Wasserkraftwerkes.

Eine fortschreitende Abholzung des Regenwaldes hingegen führt zu einer Verringerung der Niederschläge und zu einem sinkenden Wasserpegel der Flüsse. Die Stromerzeugung durch Wasserkraft in Belo Monte könnte sich bis zu 40 % reduzieren, wenn die momentane Rodungsintensität anhält.

Dies ist das Ergebnis einer Studie, die von brasilianischen Wissenschaftlern am Montag (13.5.) in der amerikanischen Zeitschrift PNAS veröffentlicht wurde.


Blickpunkt Lateinamerika, 5.6.2013
Holzeinschlag drosselt Wasserkraft von Belo Monte
Mit zunehmendem Holzeinschlag im brasilianischen Amazonas-Regenwald könnte das im Bau befindliche Wasserkraftwerk ´Belo Monte´ bis zu einem Drittel seines Energiepotenzials einbüßen. Zu diesem Ergebnis kommt eine Untersuchung des Umweltforschungsinstituts IPAM.


Veja, 14.5.2013
Pesquisa afirma que desmatamento da Amazônia pode diminuir geração de energia de Belo Monte
Cientistas brasileiros mostram que a perda de floresta pode afetar a quantidade de chuvas na região, levando a um fluxo menor de água nos rios e a um corte de até 40% na geração de energia prevista na hidrelétrica

Estadão, 14.5.2013
Quanto mais floresta, maior será a capacidade de Belo Monte, diz estudo
Caso a perda da vegetação atinja 40% do bioma, em 2050, a produção de energia pode cair a 25% da capacidade

PNAS, 13.5.2013
Dependence of hydropower energy generation on forests in the Amazon Basin at local and regional scales
Tropical rainforest regions have large hydropower generation potential that figures prominently in many nations’ energy growth strategies. Feasibility studies of hydropower plants typically ignore the effect of future deforestation or assume that deforestation will have a positive effect on river discharge and energy generation resulting from declines in evapotranspiration (ET) associated with forest conversion. Forest loss can also reduce river discharge, however, by inhibiting rainfall. We used land use, hydrological, and climate models to examine the local “direct” effects (through changes in ET within the watershed) and the potential regional “indirect” effects (through changes in rainfall) of deforestation on river discharge and energy generation potential for the Belo Monte energy complex, one of the world’s largest hydropower plants that is currently under construction on the Xingu River in the eastern Amazon. In the absence of indirect effects of deforestation, simulated deforestation of 20% and 40% within the Xingu River basin increased discharge by 4–8% and 10–12%, with similar increases in energy generation. When indirect effects were considered, deforestation of the Amazon region inhibited rainfall within the Xingu Basin, counterbalancing declines in ET and decreasing discharge by 6–36%. Under business-as-usual projections of forest loss for 2050 (40%), simulated power generation declined to only 25% of maximum plant output and 60% of the industry’s own projections. Like other energy sources, hydropower plants present large social and environmental costs. Their reliability as energy sources, however, must take into account their dependence on forests.

Montag, 13. Mai 2013

Kraftwerksprojekt Belo Monte klettert auf R$ 30 Milliarden

Das Kraftwerksprojekt Belo Monte wird wieder um mindestens R$ 1 Milliarde teurer und die 30 Milliarden-Grenze überschreiten. Am Anfang war das Kraftwerk mit R$ 13,8 Milliarden budgetiert, im vorigen Monat war bereits von 29 Mrd die Rede.

Das Baukonsortium Belo Monte (CCBM) und der Konzessionär Norte Energia fordern zusätzliches Geld zur Deckung der Mehrkosten, die durch neue Lohnabschlüsse mit den Arbeitnehmern oder durch Bauunterbrechungen wegen Streiks und Besetzungen der Baustellen entstanden sind. Die Verhandlungen dazu dauern schon sechs Monate, aber es ist noch kein Ergebnis in Sicht.

Das Projekt wird fast zur Gänze über die Nationale Entwicklungsbank (BNDES) finanziert.

Veja, 12.5.2013
Custo da usina de Belo Monte já supera os R$ 30 bilhões
Dois anos depois do início das obras, valor atual é muito maior do os R$ 16 bilhões em que a hidrelétrica foi orçada. E não para de aumentar

Jornal do Brasil,12.5.2013
Custo de Belo Monte pode ter aumento de R$1 bilhão
Os dois consórcios responsáveis pela obra ainda não entraram em acordo final sobre o preço

Plattform Belo Monte Archiv:
1. Oktober 2012: Kosten für Kraftwerk Belo Monte verdoppeln sich

27. November 2012: Entwicklungsbank genehmigt 22,5 Mrd Reais für Belo Monte

FR-Interview mit Bischof Erwin Kräutler

Frankfurter Rundschau, 11.5.2013
„Ich stehe unter Polizeischutz“
 Der katholische Bischof Dom Erwin Kräutler setzt sich seit Jahrzehnten für den Erhalt des Regenwaldes und die Indiovölker am Amazonas ein. Im Interview spricht er über das gigantische Staudammprojekt Belo Monte, das die Natur und den Lebensraum der Indios und anderer Flussbewohner bedroht.
Weiter auf FR-Online


Religion.orf.at, 13.5.2013
Belo Monte: Kräutler warnt vor „apokalyptischer Situation“
Vor einer „apokalyptischen Situation“ für die Menschen am Xingu-Fluss hat der austro-brasilianische Bischof Erwin Kräutler gewarnt, sollte das Staudammprojekt Belo Monte fertiggestellt werden.

Vorarlberger Nachrichten, 11.5.2013
Die Gewalt greifbar nahe
Sie kamen mit Pfeil und Bogen. Im Lendenschurz überwanden sie die Absperrungen. Seit 2. Mai halten rund 180 Indios die gewaltig-große Baustelle für das Kraftwerk Belo Monte in Brasilien besetzt. Manche kamen vom Xingu, die Munduruku stießen vom Rio Tapajós dazu. „Sie alle beklagen“, sagt Rußpreisträger Bischof Erwin Kräutler, „dass die Regierung die Verfassung gebrochen hat.“ Artikel 231 garantiert den indigenen Völkern, dass sie konsultiert werden, ehe sich die Bagger auf ihrem Gebiet ins Erdreich fressen.

Samstag, 11. Mai 2013

"Unser Kampf geht weiter!"

5. Presseaussendung der Besetzer der Baustelle Belo Monte:  

Die Zivilgesellschaft soll unseren Kampf verstehen: er geht weiter!

8 Tage lang hielten wir die wichtigste Baustelle für das Kraftwerk Belo Monte besetzt. Wir wollten die in der ILO-Konvention vorgesehene vorherige Befragung sowie die Aussetzung der Arbeiten und Studien an den Staudämmen am Rio Tapajós, Xingu und Teles Pires, zu denen wir nicht konsultiert worden sind, erreichen.

Gestern wurden wir durch eine gerichtliche Verfügung von der Baustelle abgezogen.

Während der Besetzung wurde Personen der Zutritt verwehrt, Journalisten zensiert, Rechtsanwälte behindert, Brennstoff zum Kochen des Essens wurde nicht herein gelassen. Rettungsfahrzeuge mussten beim Schranken anhalten und die Sanitäter zu Fuß weiter gehen. Wir durften unsere Radiostation nicht aufbauen und konnten mit unseren Verwandten nicht sprechen; unsere Familien waren besorgt.


Militärpolizei, ROTAM, Spezialeinheiten, Nationale Streitkräfte, Bundespolizei, Zivilpolizei, Armee und Autobahn-Polizei umgaben uns die ganze Zeit. Manager und Sprecher von Norte Energia und vom Baukonsortium Belo Monte bedrängten und beschuldigten uns und setzten uns unter Druck.

Die Regierung versuchte uns mit Lügen an die Presse unterzukriegen, unsere Partner und befreundete Journalisten wurden per Telefonat beschuldigt und eingeschüchtert. Wie immer wurden auch diesmal unsere Verwandten (d.h. andere Indios) bestochen und manipuliert, um uns gegeneinander auszuspielen.


Wir bekamen Angst vor dem, was passieren hätte können. Denn die delegierte Chefin der Bundespolizei (die verantwortlich für jenen Bericht ist, der als Grundlage für die schreckliche Entscheidung der Richterin Selene Almeida diente) ist die Ehefrau des Rechtsanwaltes von Norte Energia, der als Kläger auftrat und der uns von dort weg haben wollte.

Wir wurden von der Baustelle gewaltsam entfernt. Mit einer Gewalt, die schlimmer ist als jene von Waffen und Armee. Die Reintegration von Besitz wurde nicht eingestellt. Das Gericht ließ uns 24 Stunden Zeit zum Abzug. Das erfuhren wir erst, nachdem wir in Altamira angekommen waren, eskortiert von der Bundespolizei.


Unser Abzug war friedlich, weil wir beschlossen hatten, dass er friedlich verlaufen sollte. Es war klar, dass die Regierung mit uns alles machen würde, damit wir abziehen. Wir gingen, weil wir gezwungen worden waren. Wir warteten eine Woche auf die Regierung, aber nichts geschah. Wir verstanden, dass sie unter keinen Umständen kommen würde, dass sie nur immer mehr Polizei schicken würde. Wir sahen die Bullen mit den Füßen scharren und ihre Gewehre und Schutzschilder streicheln... Wir wissen, was das bedeutet.

Wir sind nicht zufrieden.

Man wollte uns dazu bewegen, nur über ein Wasserkraftwerk am Rio Tapajós zu verhandeln. Unser Kampf bezieht sich auf ein Dutzend Dämme an den drei Flüssen, und er ist nicht vorbei, weil wir von der Baustelle entfernt wurden.

Unser Kampf hat neue Kräfte bekommen, und das ist ein Sieg!


Altamira, 10. Mai 2013

Quelle: Blog da Ocupação de Belo Monte

Flickr-Fotoalben munduruku denuncia

Freitag, 10. Mai 2013

„Wir sind friedlich gekommen und gehen friedlich“


Die etwa 180 Indios von neun Gemeinschaften, die von Wasserkraftwerken am Tele Pires, Tapajós und Xingu betroffen sind, haben am Abend des 09.05.2013 beschlossen, die Baustelle des Kraftwerkes Belo Monte zu verlassen, um einer gerichtlichen Anordnung nachzukommen. Bundesrichterin Selene de Almeida vom Regionalen Bundesgericht (TRF-1) in Brasília verfügte den Abzug innerhalb von 24 Stunden.

„Wir sind friedlich gekommen und haben beschlossen, friedlich zu gehen. Damit zeigen wir, dass wir keine Banditen sind und die Entscheidung des Gerichts respektieren. Diese unsere Haltung soll zeigen, dass wir offen für den Dialog sind“, sagte Valdenir Munduruku bei der Pressekonferenz vor den Toren der Baustelle.

Unter strengsten Sicherheitsmaßnahmen wurde der Gerichtsbescheid den Indios vorgelesen und erklärt. Die Medien waren davon ausgeschlossen. Auch Sônia Guajajara, Repräsentantin der Vereinigung der Indios von Amazonien (COIAB), die eigens aus Manaus gekommen war, durfte den Schranken nicht passieren, um die Durchführung der Räumung zu beobachten.

So waren an der Seite der indigenen Vertreter die mehr als hundert Indios, die seit einer Woche die Baustelle besetzt hielten, aus Protest gegen den Bau von Kraftwerken in Amazonien, die im Widerspruch zur ILO-Konvention 169 und Bundesverfassung von der Bundesregierung unter Lula und Dilma ohne vorherige Beratung mit den betroffenen Gemeinschaften in Angriff genommen wurden und werden.

„Wir verlassen die Baustelle nicht, weil es keine Vereinbarung gibt. Wir gehen, weil der Minister seit unserer Ankunft zu keinen Verhandlungen bereit war. Im Gegenteil, „es wurden im Internet viele Lügen über uns verbreitet“, beklagte Cândido Munduruku, Präsident des Verbandes Pusuru. Die Indios unterstrichen, dass sie weiter gegen die Staudämme in Amazonien auftreten werden und vorherige Beratungen fordern.

Valdenir und Cândido äußerten sich empört über die Bundesregierung. „Minister Gilverto Carvalho hat die Nationale Streitkraft und die Bundespolizei gesandt, statt sich dem Gespräch mit den Indios zu stellen. Die Indios wurden umzingelt und gehindert, mit ihren Anwälten und mit Medienvertretern in Kontakt zu treten, sogar der Nachschub an Lebensmitteln wurde unterbunden.

Am 08.05.2013 hat Richterin Selene de Almeida dem Antrag von Reintegration von Besitz statt gegeben, den zehn Anwälte von Norte Energia einbrachten. Die Bundesstaatsanwaltschaft von Pará legte Berufung ein. Almeida hat die Reintegration beibehalten, mit einer Frist von 24 Stunden für den Abzug, da sich die indigene Bewegung bislang friedlich verhalten habe.

Militarisierung und gefährliche Personalverflechtungen

An die 100 Polizisten der Nationalen Streitkräfte waren an der von den Indios besetzten Baustelle. Am 09.05. war Bundesstaatsanwältin Thais Santi vor Ort, um die Reintegration zu verfolgen, und war vom friedvollen und selbstbewussten Auftreten der Indios beeindruckt. "Heute habe ich gut organisierte Indios gesehen, die wirklich gerechte Anliegen vorbrachten. Sie hielten an ihren Forderungen fest, respektierten aber das Urteil. Die Einsatzkräfte waren nicht notwendig", sagte sie. Die Staatsanwaltschaft von Pará legte Berufung gegen das Urteil zur Reintegration ein.

In einer Presseerklärung äußerte sich die Bundesstaatsanwaltschaft von Pará besorgt über die Operation zur Reintegration von Besitz, „da die Leiterin der Bundespolizei in Altamira mit dem Anwalt von Norte Energia, Felipe Callegaro Pereira Fortes, verheiratet ist“. Fortes habe den Antrag zur Reintegration von Besitz verfasst. „Noch schlimmer, was vor dem TRF-1 geschah, der Anwalt zitierte jenen Bericht der Bundespolizei, den seine Gattin unterzeichnet hat“, so die Bundesstaatsanwaltschaft.

Laut Bericht der Leiterin der Bundespolizei in Altamira hätten die Indios rund 3.000 Arbeiter bedroht, was eine Reintegration rechtfertigen würde. Die Medien berichteten Gegenteiliges: Solidarität seitens der Arbeiter mit der indigenen Bewegung.


Globo-TV, 10.5.2013
Índios desocupam canteiro de obras da usina Belo Monte, no Pará

CIMI, 9.5.2013
“Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica”, disse grupo de indígenas ao desocupar canteiro
Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.

O Globo, 09/05/2013
Índios desocupam canteiro de obras da usina Belo Monte, no Pará
Após reunião, cerca de 150 índios saíram do canteiro nesta quinta-feira, 9.
Procuradoria da República e Funai participaram de negociação.

MPF Pará, 9.5.2013
MPF pede ao TRF1 que suspenda reintegração de posse em Belo Monte
Procuradores argumentaram hoje que decisão foi tomada com base em informações desatualizadas e insistem na solução negociada para o protesto indígena

O Globo, 10.5.2013
Após desocupar Belo Monte, índios fazem assembleia
Grupo quer presença do ministro Gilberto Carvalho para negociar

Altamira Hoje, 10.5.2013
Reintegração de posse no sítio Belo Monte ocorre depois de uma semana de ocupação.
Ontem por volta das 11 horas da manhã a movimentação era grande nos portões do sítio Belo Monte à 55 km de Altamira, homens da polícia rodoviária federal, força nacional, delegado da polícia federal de Altamira, Polícia Militar, homens da tropa de choque e representantes da FUNAI estiveram no Canteiro para acompanhar a reintegração de posse, o documento chegou nas mãos do oficial de justiça escoltado por militares, longe dos microfones da imprensa página à página o documento foi lido e esclarecidos aos indígenas, a representante da Confederação de Índios da Amazônica Brasileira não conseguiu acompanhar a reunião e ficou revoltada.

"Eu vim a convite dos índios, eles querem que a gente acompanhe as negociações, a leitura dos documentos, mas aqui na portaria a força nacional não deixou que a gente entrasse, governo do PT me envergonha pela forma ditatorial que nos trataram", disse Sônia Guajajara.
Para a procuradora da república Thais Santi, os índios tinham uma pauta justa e firme.
"Hoje vi índios organizados e com cobranças realmente justas, eles foram firmes em suas petições, a decisão dada mostra que houve consenso e respeito aos povos tradicionais, pois não foi necessário o uso da força", disse Thais Santi.

Folha, 11.5.2013
Índios que cruzaram o Pará para protesto em Belo Monte começam a deixar região
A invasão teve duração de uma semana e, durante esse período, as obras do canteiro Belo Monte ficaram paradas --a empresa responsável pela construção diz que os demais setores mantiveram atividades.
Os mundurucu do Tapajós protestavam contra a construção de hidrelétricas na Amazônia e pediam a regulamentação do dispositivo constitucional que prevê consulta prévia aos índios antes de obras que os afetem.
A pauta incluiu ainda a suspensão de estudos e obras de hidrelétricas em curso na região amazônica e a presença do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral, responsável pela interlocução com movimentos sociais) no local para negociação, o que não ocorreu.

Donnerstag, 9. Mai 2013

Justiz genehmigt Räumung von Belo Monte mit Polizeigewalt

Das Regionale Bundesgericht (TRF1) hat am Mittwoch Abend (8.7.) um 22:40 Uhr die Räumung der Baustelle Belo Monte, die seit 2. Mai von mehreren indigenen Völkern besetzt wird, genehmigt, und zwar mit polizeilicher Gewalt.  Spezialeinheiten und die Nationalen Streitkräfte sind bereits vor Ort und warten das Eintreffen von Staatsanwältin Thais Santi ab, die den Indios Munduruku die richterliche Entscheidung überbringen wird. Die Anwesenheit von Journalisten muss von der Polizei genehmigt werden.

Laut CIMI könnte die Räumung nun jeden Augenblick stattfinden.


Die Gespräche zwischen den Munduruku und Vertretern des Baukonsortiums und der Regierung sind auch am Mittwoch Nachmittag ergebnislos verlaufen.

Lingua Ferina, 9.5.2013
TRF da 1ª Região determina desocupação de Belo Monte. Polícia Federal está preparada para cumprir decisão
Indígenas souberam da decisão durante a madrugada.

Após duas decisões da Justiça Federal em Altamira negando o pedido da Norte Energia para que indígenas desocupassem um dos canteiros de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a reintegração de posse da área.

A decisão é da desembargadora Selene Almeida e foi dada a noite desta quarta-feira, 08 de maio, após as 22 horas.

A ordem permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.

Xingu Vivo Blog, 9.5.2013

"Justiça" brasileira determina uso de força policial para desocupar Belo Monte
Acompanhamento Processual

O Globo, 09/05/2013
Justiça determina reintegração de posse em Belo Monte, diz MPF
Indígenas e ribeirinhos ocupam área desde o dia 2 de maio. A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deferiu, na noite de quarta-feira (8) a reintegração de posse do canteiro de obras da usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará, de acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida e despachada pelo juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira.
Policiais da Ronda Tática Metropolitana (ROTAM) e da Força Nacional já estão no local. Eles aguardam a chegada da procuradora Thais Santi para intermediar a conversa com os índios Munduruku.


CIMI, 09/05/2013
Belo Monte: Justiça determina reintegração de posse do canteiro. Força policial pode entrar a qualquer momento
O Tribunal Regional Federal da 1a. Região (TRF1) deferiu, às 10 e 40 da noite de quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

A ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas para evacuar o canteiro, e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos. Segundo operários, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) já estaria mobilizando os trabalhadores para retornarem nos turnos da madrugada e da manhã no sítio Belo Monte, ocupado por indígenas.

Erste Indios verlassen Belo Monte, aber die Baustelle steht weiterhin still

Am Dienstag Abend (7.5.) verließen 35 Indios vom Stamm der Juruna und Arara, die in der Nähe entlang der Großen Schleife leben,  die Baustelle Belo Monte. Offenbar gingen sie auf die Angebote des Baukonsortiums Norte Energia ein und waren damit zufrieden. Näheres ist nicht bekannt. Die Nationale Indiostiftung (FUNAI) hatte dabei vermittelt. Wie bei anderen Fällen dürfte es auch diesmal wieder gelungen sein, die Indios gegeneinander auszuspielen und einige zu "kaufen".

Die Baustelle steht weiterhin still, da die Indios Murukuru nicht mit dem Baukonsortium, sondern mit der Regierung bzw. mit Staatssekretär Gilberto Carvalho verhandeln wollen. Sie fordern einen Baustopp auf allen Staudammprojekten Amazoniens und eine Anhörung der Indios, wie sie in der ILO Konvention 169 vorgesehen sind. Dazu ist die Regierung jedoch nicht bereit.


Folha, 08/05/2013
Parte dos índios deixa Belo Monte, mas obra segue paralisada
Dos cerca de 180 índios que invadiram há oito dias o principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, 35 deles deixaram o protesto na noite de ontem, terça-feira (7), mas a obra continua paralisada em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém.
Os índios que saíram do canteiro são das etnias juruna e arara. Permanecem na manifestação, que começou no dia 2, os índios mundurucu, que são a maioria.

O Globo, 7.5.2013
Após acordo, parte de indígenas desocupa canteiro de Belo Monte
Norte Energia informou que 35 indíos já saíram do Sítio Belo Monte.
Reunião aconteceu nesta terça-feira, 7; Funai também participou.

Indígenas das etnias Juruna e Arara da Volta Grande, de aldeias do entorno da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, retiraram-se do canteiro de obras do empreendimento nesta terça-feira (7), após acordo com a empresa Norte Energia, responsável pela implantação da usina. A reunião foi realizada na manhã desta terça, com a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Breite Unterstützung für Munduruku durch APIB

Die Bewegung "Artikulierung der indigenen Völker Brasiliens" (APIB), die ca. 230 NGOs vereint, unterstützt die Besetzung der Baustelle Belo Monte sowie die Forderungen nach einem Baustopp. "Belo Monte ist noch nicht konsumiert", heißt es darin.

Blog da Ocupação de Belo Monte, 8.5.2013
Manifesto: “Todo apoio à ocupação indígena nos canteiros de Belo Monte”

Companheiras e companheiros de luta em defesa da vida, dos rios, da floresta e dos animais da Pan-Amazônia:
Estamos em um momento muito importante da luta contra o projeto do governo brasileiro para a Amazônia, proposta desenvolvimentista atrasada e autoritária que exaure as riquezas naturais da região e destrói o planeta, tendo a usina de Belo Monte e as demais barragens como carro chefe deste processo.


CIMI, 08/05/2013
Manifesto contra o preconceito institucionalizado do governo Dilma aos povos indígenas
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB vem por meio da presente, manifestar em primeiro lugar a sua profunda preocupação pela nota divulgada no dia 06 de maio, pela Secretaria Geral da Presidência da República, intitulada“ Esclarecimentos sobre a consulta aos Munduruku e a invasão de Belo Monte”, na qual o Estado Brasileiro, sob gerência do Governo da Presidente Dilma Rousseff, assume publicamente uma posição abertamente preconceituosa e discriminatória contra os povos indígenas do Brasil.

Twitter-Aktion für Munduruku: "Gilberto soll kommen"

Aktivisten fordern im Internet auf Facebook- und Twitter-Kampagnen, dass Staatssekretär Gilberto Carvalho nach Belo Monte fährt und mit den Indios verhandelt. Bisher hat die Regierung einen Dialog mit den Besetzern von Belo Monte kategorisch abgelehnt und die Forderungen nach einem Baustopp aller Karftwerksprojekte in Amazonien, die indigene Territorien betreffen, als "völlig unrealistisch" bezeichnet.

Wie kann man die Aktion unterstützen?
Bei Twitter anmelden und VaiLáGilberto posten (Heißt: Gilberto soll kommen)!!

Folha, 6.8.2013
Internautas pedem que ministro negocie com índios em Belo Monte
Ativistas reivindicam nesta quarta-feira (8), por meio do Twitter, a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, no principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu, a 954 km de Belém, no Pará.

Mittwoch, 8. Mai 2013

5. Aussendung: "Wir brauchen dringend eure Hilfe!"

Die Journalisten dürfen den Schranken nicht passieren

5. Presseaussendung der Besetzer der Baustelle Belo Monte:

Wir brauchen dringend eure Hilfe!

Heute richten wir uns an jene, die uns unterstützten. An alle, die auf unseren Kampf setzen und unsere Ansichten teilen.

Wir sind jene Menschen, die entlang der Flüsse leben, wo sie Staudämme bauen wollen. Wir sind Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, Fischer und Flussbewohner. Der Fluss ist unser Supermarkt. Unsere Vorfahren sind älter als Jesus Christus.

Seit sieben Tagen halten wir die Baustelle des Staudamms Belo Monte besetzt. Wir sind gegen den Großprojekte, die unser Leben zerstören. Wir wollen mit der Regierung darüber sprechen. Aber sie wollen nicht.

Das Gesetz, das vorherige Anhörungen vor den Studien und Konstruktionen garantiert und regelt, muss eingehalten werden.

Die Regierung muss alles, was sie tut, einstellen. Die Arbeiten und Studien von Staudämmen müssen ausgesetzt werden. Die Truppen müssen aus unserem Land abgezogen werden.


Sie nahmen uns die Journalisten und Anwälte von hier weg. Seit fünf Tage machen nur mehr wir die Bilder innerhalb der Baustelle.

Sie wollen uns mit vielen Polizisten einschüchtern. Die nationalen StreitkKraft verhandeln mit uns und sagen, dass die Regierung nicht kommt. In den Medien erklärte auch die Regierung selber, dass sie nicht kommt.

Der Lebensmittel-Nachschub wird immer schwieriger. Weder Krankenschwestern noch Abgeordnete haben hier Zutritt. Wir sind besorgt darüber, was uns noch passieren kann.

Wir brauchen Hilfe. Organisationen müssen diese Besetzung unterstützen. Bekundet öffentlich, dass ihr auf unserer Seite seid! Und dass ihr mit der Einschüchterung der Regierung nicht einverstanden seid!

Journalisten müssen weiterhin mit uns reden, auch wenn es über den Zaun ist, oder per Telefon. Wir sind mit jeder Berichterstattung sehr zufrieden.

Ihr müsst uns unterstützen. Wir müssen über das Internet berichten. Jeder kann kommen und uns etwas bringen, oder ihr könnt über die Bank etwas überweisen.


Caixa Econômica Federal – Mutirão pela Cidadania
Agencia: 0551 – Conta: 1532-7 – OP 003 – CNPJ: O1993646/0001-80

Jeder Betrag hilft uns schon. Trag etwas bei, wenn du kannst. Wir sind dieses Mal sehr zuversichtlich.

Baustelle Belo Monte, Vitória do Xingu, 8. Mai 2013

Quelle: Blog da Ocupação de Belo Monte


Falls Sie die Besetzer von Belo Monte unterstützen wollen, können Sie einen Beitrag auf das Konto von Bischof Erwin Kräutler mit dem Kennwort "Munduruku" überweisen:

Bischof Erwin Kräutler
RAIBA Koblach, BLZ 37429
Konto-Nr.: 2.421.501
IBAN: AT22 3742 9000 0242 1501
BIC:RVVGAT2B429
Kennwort "Munduruku"

Dienstag, 7. Mai 2013

Belo Monte: Journalistenverband kritisiert Einschränkung der Pressefreiheit

Der nationale Verband der Journalisten (FENAJ) und die Gewerkschaft der professionellen Journalisten im Bundesstaat Pará (SINJOR) veröffentlichten heute (7) eine gemeinsame Erklärung, in die Verurteilung der Journalisten und internationalen Korrespondenten zum Verlassen der Baustelle Belo Monte zurückgewiesen wird.

In der Erklärung heißt es, dass die Entscheidung der Richterin Cristina Collyer Sandoval vom Distrikt Altamira (PA) "ein brutaler Angriff auf die professionellen Ausübung der Berichterstattung" und "eine Verurteilung jener Menschen sei, die verschiedene Probleme der Bevölkerung dieser Region aufzeigen und der Bevölkerung von Pará und Brasiliens zur Kenntnis bringen".

Das Konsortium Belo Monte widersprach dem: "Fenaj ist desinformiert. Während andere Journalisten ohne Probleme nach der Pressekonferenz gingen, sind die drei bei den Demonstranten geblieben. Die Baustelle ist aber privat und wir sind dafür verantwortlich", sagte Fernando Santana, Sprecher des Konsortiums.

Agência Brasil, 07/05/2013
Jornalistas repudiam decisão que dificulta cobertura da ocupação de Belo Monte
Brasília – A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Pará divulgaram hoje (7) uma nota conjunta repudiando a decisão judicial que, na prática, impede que assessores, repórteres e correspondentes internacionais entrem em um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, para acompanhar de perto a ocupação do local, que entrou hoje no sexto dia.
Para as entidades, a decisão da juíza estadual Cristina Sandoval Collyer, da comarca de Altamira (PA), “condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia de diversos problemas vividos pela população daquela região à sociedade paraense e brasileira”.

Agência Brasil, 07/05/2013
Consórcio rebate críticas de entidades da imprensa sobre ocupação de Belo Monte
Brasília – Responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará , o Consórcio Construtor Belo Monte lamentou a posição da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Pará em relação à decisão da Justiça paraense que resultou na retirada de três jornalistas do canteiro de obras ocupado por manifestantes desde a última quinta-feira (2).
“A Fenaj e o sindicato estão desinformados. Lamentamos não termos sido procurados para que pudéssemos esclarecer os fatos. É lamentável que as entidades contrariem um princípio básico do jornalismo, que é ouvir o outro lado”, disse há pouco, à Agência Brasil, o assessor do consórcio, Fernando Santana.

Blog Xingu Vivo, 7.5.2013
Nota de Repúdio / Agressão ao exercício profissional
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Pará e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm a público repudiar, veementemente, a forma violenta e anti-democrática com que o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Conselho Indigenista Missionário, Ruy Sposati, e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona, foram retirados do canteiro de obras no Sítio Belo Monte, localizado no município de Vitória do Xingu, a 60 Km de Altamira, em cumprimento a uma ordem judicial expedida dia 03 de maio deste ano, que determinou a retirada de pessoas não indígenas do local.